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No limite!

Produtores alertam que não há possibilidade de sobrevivência se não houver mudanças na cadeia produtiva.

Redação SI 11/02/2003 – Segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), em reunião na última segunda-feira (10) na cidade de Campinas, interior do Estado, os produtores fizeram um alerta: “chegamos ao nosso limite!”.

De acordo com estes, “não existe possibilidade de sobrevivência caso o mercado persista em manter as atuais práticas distorcidas e abusivas em relação aos preços praticados dentro da cadeia produtiva”.

Para a classe produtora os preços, para uma relação saudável de toda a cadeia produtiva, deveriam estar na seguinte proporção, tendo em vista os atuais preços dos insumos: milho: R$ 22,00/sc; farelo de soja: R$ 680,00/tonelada; suíno vivo: R$ 2,13/kg; carcaça resfriada: R$ 3,40/kg.

Diante da situação, a APCS afirma que iniciará um movimento de recomposição nos preços, diante da convicção que há espaço para os novos parâmetros. Como exemplo, os dirigentes citam o caso do Rio Grande do Sul, que praticou preços de até R$ 1,85/kg vivo para animais tipo exportação no último domingo.

Além disso, a associação enfatiza que as indústrias estão com dificuldades de encontrar animais acima de 110 kg de peso vivo, inclusive no Paraná, onde não existem animais com peso acima de 90 kg vivo.

No Estado de São Paulo, outro exemplo citado, a APCS diz que ocorre a mesma situação no momento, com os animais estando abaixo do peso ideal para abate.

“Já existem setores da cadeia preocupados com uma possível falta de animais para as próximas semanas”, enfatiza a Associação.

Para a entidade, cabe aos produtores criar uma relação saudável entre os elos da cadeia produtiva, sendo preciso elevar urgentemente os preços para R$ 2,13/kg = R$ 40,00/@ e os frigoríficos reajustarem suas carcaças em R$ 3,40/kg. Desta forma, a Associação acredita que, com certeza, o mercado ficará ideal para todos e não apenas para a ponta final.