Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,63 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,74 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,66 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,68 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,87 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,63 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,54 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,48 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,83 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 121,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,31 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 136,63 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,43 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,25 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.182,04 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.051,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 143,72 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

ECONOMIA

OCDE avalia os prejuízos no crescimento do Brasil devido mudanças climáticas

Eventos extremos custam 1,3% do PIB a cada ano

OCDE avalia os prejuízos no crescimento do Brasil devido mudanças climáticas

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou nesta segunda-feira (18) que os eventos extremos causados pela mudança climática estão prejudicando a infraestrutura brasileira e comprometendo o crescimento do país. No relatório bianual “Estudos Econômicos da OCDE: Brasil,” a organização sugere a implementação de planejamento nas obras públicas, a adoção de novas políticas urbanas e o cumprimento mais amplo do Código Florestal.

A OCDE destaca que a infraestrutura pública do Brasil é especialmente vulnerável a choques climáticos em meio a uma rápida, não planejada e descontrolada urbanização. A organização alerta que tanto as secas quanto as enchentes causam danos à infraestrutura brasileira.

O relatório ressalta que secas frequentes e aumento das temperaturas representam desafios para o fornecimento de energia, especialmente proveniente de fontes hidrelétricas. Em relação às chuvas, a OCDE destaca que deslizamentos e enchentes causam prejuízos às cidades e ao transporte. O documento destaca que as enchentes compõem 65% dos riscos naturais no Brasil, sendo responsáveis por 74% das mortes relacionadas a desastres naturais entre 1991 e 2010.

Citando um estudo do Banco Mundial de 2021, a OCDE aponta que a mudança climática custa 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) anualmente para as empresas do país. O relatório destaca que 55% dos prejuízos afetam as infraestruturas de transporte, 44% o fornecimento de energia e 2% o abastecimento de água. A queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas entre 2013 e 2021 ameaçou o fornecimento de energia em um país onde dois terços da matriz energética estão associados às hidrelétricas.

O relatório fornece recomendações ao Brasil para enfrentar as mudanças climáticas, incluindo a melhoria do planejamento, financiamento e entrega de empreendimentos de infraestrutura com considerações para a resiliência climática. A OCDE destaca a necessidade de apoio legislativo, orçamentário e claras responsabilizações que considerem eventos climáticos extremos.

A organização também pede revisões das políticas urbanas para evitar novas construções em áreas de risco e reduzir o impacto das mudanças climáticas. Além disso, destaca a importância de elaborar diretrizes para apoiar as prefeituras na identificação de riscos climáticos e sua integração ao planejamento fundiário.

A OCDE recomenda mais investimentos em transporte coletivo para reduzir a vulnerabilidade da infraestrutura desse setor. Em uma perspectiva mais ampla, a organização pede o desenvolvimento do mercado de carbono, melhorando os mecanismos de precificação das emissões de gás carbônico, como forma de reduzir a emissão. Também destaca a necessidade de reforçar o cumprimento da legislação contra o desmatamento.

A OCDE estima que os investimentos para adaptar a infraestrutura às mudanças climáticas custam, em média, 0,8% do PIB por ano entre 2022 e 2030, variando conforme o tipo de infraestrutura. O relatório ressalta que esse custo seria compensado pela diminuição dos prejuízos e pelo retorno econômico, citando estimativas do Banco Mundial.

Fonte: Agência Brasil