Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,02 / kg
Soja - Indicador PRR$ 128,99 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 133,85 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,84 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,35 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,31 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,26 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 96,83 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 96,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 108,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 103,20 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 89,44 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 100,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,51 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.049,40 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 89,22 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 84,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 101,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 119,62 / cx

Exclusivo

Santa Catarina se consolida como referência mundial em suinocultura, destaca presidente da ACCS

Em entrevista exclusiva, Losivanio de Lorenzi relembra avanços históricos e projeta novos desafios para garantir a competitividade catarinense no mercado global de carne suína

Santa Catarina se consolida como referência mundial em suinocultura, destaca presidente da ACCS

Santa Catarina é, há décadas, protagonista da suinocultura brasileira e referência internacional na produção de carne suína. Quem reforça essa posição é o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, em entrevista exclusiva para Gessulli Agirmídia. Segundo ele, a história de inovação no setor começou em 1974, com a criação da primeira central de sêmen suíno do Brasil, marco para o melhoramento genético.

“Em 2016 também construímos a primeira central de sêmen suíno dentro dos padrões de bem-estar animal, consolidando o trabalho que transformou Santa Catarina em modelo para os demais estados brasileiros”, destaca De Lorenzi.

Outro passo fundamental ocorreu em 2007, quando o estado recebeu da OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal) o reconhecimento como área livre de febre aftosa sem vacinação. A conquista abriu portas para mercados exigentes, como Japão e Estados Unidos, ampliando a visibilidade da carne suína catarinense no cenário global.

Além do status sanitário, a presença da Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia, fortaleceu a pesquisa e inovação, tornando o estado um polo estratégico. Hoje, conforme dados da CIDASC (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), Santa Catarina conta com cerca de 880 mil matrizes suínas, distribuídas entre grandes empresas, cooperativas e produtores independentes.

“Santa Catarina é diferenciada porque combina a força das grandes indústrias com a importância dos produtores independentes, que abastecem frigoríficos menores, mas que também possuem certificações como SIF, SISBI ou inspeção municipal, agregando valor às regiões”, ressalta o presidente da ACCS.

Biosseguridade como prioridade

De Lorenzi enfatiza que a manutenção e a ampliação da biosseguridade são fundamentais para preservar os mercados conquistados e abrir novas oportunidades. Atualmente, apenas Santa Catarina possui habilitação para exportar carne suína para Japão, Estados Unidos e México.

“O trabalho de biosseguridade vem sendo construído a várias mãos, envolvendo a Secretaria da Agricultura, a ACCS e a CIDASC. Estamos implementando medidas para que 100% dos produtores catarinenses tenham suas propriedades cercadas e adequadas às normas sanitárias, garantindo a proteção contra qualquer risco à qualidade da carne suína”, explica.

Para ele, a atividade deixou de ser vista apenas como criação de porcos e passou a ser conduzida com visão empresarial:

“Hoje o suinocultor é um empresário rural, que precisa gerir sua propriedade como uma empresa, com protocolos sanitários e de segurança, sempre seguindo as orientações do Ministério da Agricultura e da CIDASC”, conclui De Lorenzi.

Com essa trajetória de avanços e compromisso com a qualidade, Santa Catarina se mantém na liderança da suinocultura nacional e reafirma sua posição de destaque no mercado internacional.