Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,22 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,83 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,76 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,11 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,37 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,26 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,02 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,12 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 122,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 137,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,31 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.176,36 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.057,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,91 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Produtores de farinha animal criam selo e sindicato

A oficialização será realizada hoje (16), durante workshop em Concórdia (SC).

Da Redação 16/04/2002 – As fabricantes brasileiras de farinhas animais tomaram um susto com o surgimento do mal da vaca louca, na Europa, e com a cobrança, feita justamente pelos países da União Européia, de rígido controle da qualidade do produto brasileiro exportado, destinado à alimentação dos rebanhos europeus. Apesar de pouco conhecido – e sob suspeita desde o surgimento do mal da vaca louca – o setor de farinhas animais é importante no País. Segundo cálculos de Cláudio Bellaver, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, as companhias instaladas no Brasil fabricam dois milhões de toneladas e movimentam R$ 2 bilhões por ano.

Além disso, como substitui a soja, o produto animal permite reduzir as despesas com ração de aves e suínos em pelo menos 5%. “Não bastasse isso, a industrialização dos restos dos animais evita um grande problema ambiental. Se não virassem farinha, onde seriam colocados os rejeitos dos frigoríficos?”, questiona Bellaver. No ano passado, aproximadamente 8 milhões de toneladas de material seguiram para as fábricas de farinha animal.

Como conseqüência dessas cobranças dos importadores e da importância das vendas externas à balança comercial nacional, os produtores brasileiros lançam amanhã, em Santa Catarina, o primeiro sindicato nacional de produtores de farinhas animais. O evento vai ocorrer no 1 Workshop sobre Proteínas de Origem Animal na Alimentação. “Com a estrutura do sindicato, vamos criar um selo de qualidade e contratar fiscais que serão encarregados de visitar as empresas para avaliar se os processos produtivos estão dentro dos padrões que vamos estabelecer”, diz o sócio da Ossotuba Indústria e Comércio, de Tubarão, Antônio Cordeiro.

Cordeiro será um dos participantes do evento que ocorre em Concórdia. A intenção dos participantes do encontro é criar parâmetros de qualidade para evitar que a farinha animal cause problemas – de sanidade ou de mercado – ao rebanho. Na Europa, as farinhas foram apontadas como as vilãs do mal da vaca louca. Desde então, aumenta a pressão para que países que não controlem a produção do alimento sejam impedidos de exportar carnes para o continente europeu.