Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,41 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,60 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,26 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,59 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,11 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,93 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,00 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,70 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 123,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,91 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,28 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,48 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.045,71 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Suinocultor investe para aumentar o consumo interno

<p>Investimento em cortes diferenciados tem gerado impacto positivo nas vendas.</p>

Redação SI (18/05/2007) – A cadeia produtiva da suinocultura está empenhada em aumentar o consumo de carne suína no Brasil. Cerca de 80% da produção fica no mercado interno. Por isso, o setor tem investido em cortes diferenciados, seguindo os modelos da carne bovina para deixar de ser a proteína animal menos consumida: 13 quilos per capita anualmente ante aos 36 quilos por habitante por ano para o frango e a carne bovina.

Os resultados dos projetos-pilotos serão analisados hoje em reunião com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, parceiro da empreitada. Os números preliminares mostram sucesso na empreitada. "A apresentação diferenciada tem impacto nas vendas", diz o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Rubens Valentini. As primeiras experiências ocorreram em redes varejistas de Cuiabá, São Paulo e Brasília, entre o segundo semestre do ano passado e março deste ano, dependendo do supermercado e da cidade. O resultado mais expressivo ocorreu na capital federal, aumento de 210% nas vendas de fevereiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2006. Em São Paulo, os números variaram de 85% a 170%, conforme o supermercado e a época. Em Cuiabá, as vendas foram 70% maiores.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, explica que grande parte dos cortes ainda é feita no varejo, mas que ao longo do tempo será na própria indústria. "Quando começarmos a vender alcatra, filé mignon e outros cortes como os bovinos, teremos preços diferenciados", avalia.

As instituições parceiras não revelam projeções de aumento do consumo, nem investimentos. O presidente da ABCS diz que se a demanda interna for um quilo por habitante maior que a atual, o setor teria de aumentar o alojamento de matrizes em 100 mil fêmeas.

Novos cortesO projeto prevê medidas como a apresentação da carne suína em cortes menores e mais adequados às exigências dos consumidores, como: menor teor de gordura, de fácil preparação, etc. Tradicionalmente a carne suína é comercializada no Brasil em grandes cortes, como pernil e paleta.

A diferenciação de cortes começa a chegar, ainda neste semestre, à rede varejista de Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.