Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,79 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,53 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,78 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,19 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,22 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 106,78 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 110,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 119,63 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 122,93 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 98,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 112,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,49 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,56 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,25 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,04 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 130,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 109,02 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 132,77 / cx

Pode faltar carne suína

Por conta dos prejuízos com a alta do milho, muitos produtores paulistas deixaram a atividade, reduzindo cerca de 22.500 o número de matrizes alojadas.

Redação SI 11/12/2002 – Os produtores de suínos enfrentam uma crise no setor devido ao aumento do milho e prevêem o desabastecimento do mercado em seis meses, caso a situação não se reverta. O preço alcançado pela venda de suíno no mercado não cobre os custos de criação, principalmente o da ração de milho, cujo preço chegou a R$ 34,00.

Alguns produtores têm substituído o milho por levedura de cerveja, sorgo e até farelo de arroz, insumos que também tiveram aumento de preço. A ração dos suínos representa 70% dos custos de produção e o preço alcançado no varejo não tem compensado os gastos.

Para o produtor Alberto Van Denbroek, de Holambra (SP), o preço do milho é especulação. O milho a R$ 34,00 corresponde a quase US$ 9,00 e torna a produção impraticável. O milho deveria estar no máximo a US$ 7,00, diz ele.

Em Holambra são três grandes produtores, dos quais dois já reduziram o abate em 10% e um vai fechar devido a prejuízos de até R$ 20 mil por mês. Para evitar mais gastos com ração, os produtores estão abatendo os animais antecipadamente, com até 15 quilos a menos do que o ideal. Além disso, as matrizes, que antes eram abatidas só depois da sexta cria, agora são abatidas logo após a primeira cria.

A situação, para a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), deve causar um desabastecimento no mercado deste tipo de carne. A associação calcula também que no ritmo atual dos abates, o estado de São Paulo deve perder 22.500 mil matrizes, de um plantel de 150 mil.

Os cálculos apontam um desabastecimento em até seis meses. A redução na produção também deve extinguir cerca de 7.500 postos de trabalho.

Para tentar reverter a situação, os produtores enviaram sugestões ao governo do estado, entre elas, incluir a carne suína na merenda escolar; conceder crédito de ICMS para a compra de insumos e criar mecanismos para eles pegarem a levedura de cana das usinas para alimentar os animais. A Secretaria de Agricultura ainda não respondeu às sugestões.