Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,10 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,36 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,09 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,08 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,79 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,76 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 146,68 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 150,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 163,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 139,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 155,32 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,99 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.172,98 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.058,60 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 155,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 142,31 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 126,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,73 / cx

Ovo substitui carne na mesa

Consumo do produto já é 20% maior nos supermercados; preço, apesar de ser menor que o da carne, também aumentou.

Redação AI 02/09/2003 – Com salário 16,4% menor que há um ano atrás, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro está mudando a fonte de proteína animal das refeições de todos os dias. Em supermercados consultados pela Folha, o consumo de ovos aumentou de 10% a 20% no último mês. No mesmo período, o preço da carne bovina subiu 5% no atacado.

“A carne está pesando no orçamento”, comentou a recepcionista Aparecida Pascoal dos Santos. Há três meses, ela costumava oferecer carne quatro vezes por semana nas refeições da família. Hoje, cozinha o alimento apenas uma vez na semana. “No resto dos dias faço ovo e verduras”, disse.

A mesma mudança foi adotada pela auxiliar de cozinha Lola Maria de Jesus. “Não dá mais para comer carne todos os dias”, reclamou. Segundo ela, a família sente um pouco de falta e reclama quando o ovo vai para a mesa. “O segredo é variar a forma de fazer”, ensinou.

As duas donas de casa reclamaram que o preço do ovo, apesar de ser menor que o da carne, também subiu. Ontem, a Folha encontrou a dúzia do produto sendo vendida até por R$ 2,49, ante R$ 1,99 no mês passado.

“Com esses preços, não sei o que vamos comer de mistura”, reclamou Aparecida.

“Sempre que a carne sobe, aumenta o consumo no setor de hortifrutigranjeiros”, comentou Maurício Fernandes, chefe de loja do Fatão.

O incremento sentido pelo varejo, porém, ainda não foi observado no atacado. Vendedores que atuam no Ceasa de Londrina informaram que o volume de comercialização se mantém estável há alguns meses. “A situação melhorou porque o preço do milho caiu, reduzindo o custo de produção. Mas as vendas continuam iguais”, afirmou o produtor Julio Yamada, que também é proprietário de um box no Ceasa.