Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,41 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,60 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,26 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,59 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,11 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,93 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,00 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,70 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 123,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,91 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,28 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,48 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.045,71 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Consumo

O poder do frango

No Brasil, entre 1983 e 2009, o consumo de carne de frango cresceu mais de 300%, enquanto o de carne bovina recuou e o de carne suína aumentou de forma bem modesta. Estudo da FAO e da OCDE aponta que, na próxima década, o consumo de carne de frango no mundo vai crescer à taxa de 2,8% ao ano, mais do que todas as outras carnes.

O consumo mundial de carne de frango vem registrando robusto crescimento nos últimos 40 anos. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o consumo mundial per capita de carne de frango cresceu de aproximadamente 2 quilos por pessoa por ano em 1970 para mais de 10,5 quilos em 2009.

No Brasil, entre 1983 e 2009, esse consumo cresceu mais de 300%, enquanto o de carne bovina recuou e o de carne suína aumentou de forma bem modesta.

Em países com tradição em carne bovina, como a Argentina, por exemplo, o consumo per capita de carne de frango já se aproxima dos 35 quilos por pessoa por ano.

O fenômeno tem diversas explicações, mas seguramente o fator preço é o mais importante. Além de o custo dessa proteína ser baixo, o ciclo produtivo da carne de frango é curto, permitindo rápidos ajustes da oferta e impedindo explosões de preço.

O que se observa é que, quando o consumidor é induzido a procurar outras fontes proteicas, ele nem sempre volta à original, mesmo passado o pico de preços.

E o diferencial de preços entre a carne de frango e o de outras carnes, devido a exigências ambientais crescentes e a padrões sanitários mais rígidos, deve aumentar ainda mais.

Também contribui para esse acelerado crescimento de consumo a imagem de produto mais saudável, mesmo que se lancem algumas dúvidas a respeito.

O aumento da renda dos estratos populacionais de mais baixo poder aquisitivo é outro fator que beneficia o consumo da carne de frango em particular.

É que, quando isso ocorre, esses estratos populacionais deixam o subconsumo para passar a consumir uma proteína de alta qualidade e de baixo custo, como é o caso da carne de frango.

A carne suína que, no caso, poderia ser opção, sofre com os preconceitos quanto a sua “saudabilidade” e com as limitações de consumo impostas por questões culturais em alguns países.

Para o Brasil, que é o maior exportador mundial de carne de frango e um dos mais eficientes produtores da proteína, o crescimento do consumo mundial do produto, que tende a se acelerar nos próximos anos, é benéfico.

Segundo estudos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) e da OCDE, na próxima década o consumo de carne de frango no mundo vai crescer à taxa de 2,8% ao ano, mais do que todas as outras carnes.

Essa será a continuidade de uma grande oportunidade, que, registre-se, vem sendo muito bem aproveitada, para expandir ainda mais uma atividade do agronegócio que gera muitos empregos diretos e indiretos e efeitos paralelos altamente positivos em outras cadeias produtivas, de grande importância econômica, como são especialmente as de soja e do milho.

JOSÉ VICENTE FERRAZ é engenheiro agrônomo e diretor técnico da AgraFNP.