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Grãos

'Dólar agro' da Argentina pressiona a soja na Bolsa de Chicago

Trigo e milho também encerraram o dia em queda

'Dólar agro' da Argentina pressiona a soja na Bolsa de Chicago

O clima favorável para as áreas produtoras de milho e trigo nos Estados Unidos pressionou os preços de ambos os cereais na bolsa de Chicago. A soja também recuou, pressionada pelo anúncio do “dólar agro” na Argentina, uma taxa de câmbio fixa para as exportações de produtos agrícolas.

Soja

Nas negociações da soja, os contratos que vencem em maio caíram 0,43%, a US$ 15,11 o bushel. Os lotes para julho, por sua vez, recuaram 0,34%, a US$ 14,7775 o bushel. A Argentina informou que adotará o “dólar agro”, ou “dólar soja-3”, entre 8 de abril a 31 de maio.

A taxa de câmbio para embarques de soja será fixa, de 300 pesos por dólar, bem acima do valor oficial, que é hoje de 210 pesos por dólar. “A medida [dólar soja] faz o preço cair em Chicago porque os argentinos podem negociar cerca de 1 milhão de toneladas já na próxima semana. Com esse excesso de oferta, Brasil e EUA devem se retirar do mercado momentaneamente”, projeta Luiz Pacheco, analista da TF Consultoria Agroeconômica.

Trigo

No mercado do trigo, os lotes do para maio fecharam em queda de 1,37%, a US$ 6,82 o bushel, e os papéis para julho recuaram 1,31%, a US$ 6,9475 o bushel. Segundo a empresa de meteorologia DTN, na próxima semana, o tempo deverá ficar mais quente e seco nas áreas produtoras de trigo de inverno, o que beneficia o desenvolvimento das lavouras.

A demanda fraca pelo cereal americano pesou sobre as cotações em Chicago. O volume de trigo inspecionado nos portos dos EUA caiu 58% em março, de acordo com Luiz Pacheco. As vendas externas da Rússia, por sua vez, mais do que dobraram no último mês, somando 4,5 milhões de toneladas, informou a consultoria SovEcon.

Pacheco ressalta que os preços devem subir caso se confirme a expectativa de baixa produtividade das lavouras de inverno americanas. “No fim deste mês, teremos o início da colheita de inverno nos EUA, e o mercado ficará de olho para saber qual será o impacto do clima nas plantas, que estão com a pior qualidade desde 1989. Diante desse cenário de queda na produção, o preço pode voltar a US$ 8 o bushel, já que o quadro de oferta está mais apertado”, acrescenta.

Milho

Os contratos do milho para maio fecharam o dia em leve queda, de 0,15%, a US$ 6,5275 o bushel, e os lotes para julho caíram 0,08%, a US$ 6,2750 o bushel. As condições climáticas estão favoráveis para o plantio da temporada 2023/24 nos Estados Unidos. Até o último domingo, a semeadura havia ocorrido em 2% da área de cultivo prevista.