Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,50 / kg
Soja - Indicador PRR$ 135,60 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 141,01 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,86 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,43 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,35 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,30 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 105,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 111,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 117,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 123,24 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 98,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 110,15 / cx
Frango - Indicador SPR$ 8,12 / kg
Frango - Indicador SPR$ 8,14 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.182,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.046,01 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 108,96 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 100,66 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 111,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 126,19 / cx

Comentário

A agricultura no Estado do Rio - por Joel Naegele

Faerj e Alerj deliberaram, em boa hora, se aprofundar em uma análise da fraqueza considerada endêmica do setor.

A agricultura no Estado do Rio - por Joel Naegele

A Federação da Agricultura do Rio de Janeiro (FAERJ) e a Câmara Setorial de Agronegócio da Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ), preocupadas com o propalado baixo desempenho da agropecuária em nosso estado, deliberaram, em boa hora, se aprofundar em uma análise da fraqueza considerada endêmica do setor. Este aspecto, diga-se de passagem, em termos de Brasil, supostamente nada representa para o agronegócio – atividade que responde por 35% do PIB, empregando um terço da mão de obra nacional, e que garante quase noventa bilhões de dólares na balança comercial do país.

As estatísticas e os estudos que permitem a montagem do Orçamento Público estadual, incluindo o do ano de 2012, consideraram que a agropecuária fluminense só seria responsável por apenas 0,04% por cento do total orçamentário – o que, logo à primeira vista, comprovaria a debilidade do setor. No entanto, pesquisas elaboradas pelo Tribunal de Contas do Estado em 2008, mostraram que o valor movimentado pelo agronegócio fluminense foi superior a R$ 12,3 bilhões no referido ano. Isso demonstra a irrealidade do orçamento estadual, que desconhecia, de maneira lamentável, a importância desses números – causa principal do mísero destaque na composição no PIB.

Segundo análise efetuada pela FAERJ, a verba destinada à Secretaria de Agricultura do estado mal dá para pagar os funcionários da EMATER, que necessitam do aporte de recursos das prefeituras a fim de garantir a gasolina para seus carros, quando visitam produtores. Seria cômico se não fosse trágico.

Tive ocasião de participar de algumas reuniões realizadas no Rio de Janeiro para discutir o assunto que, ao final, provocou um encontro de maior porte na ALERJ, com a presença dos deputados da Comissão de Agricultura. Na ocasião, toda a documentação a respeito foi analisada e debatida. Vários deputados estranharam a injustiça que se praticava contra um setor de enorme importância social e econômica para o Rio de Janeiro. Esse tratamento injusto, e até mesmo desumano, pode ser apontado como agravante no processo de esvaziamento econômico no campo.

Fica evidente a pouca relevância da agricultura e da pecuária na região centro-norte fluminense, que apresenta índices de causar pena.

Acredito que já passou da hora das Câmaras de Vereadores começarem a debater com seriedade o assunto, com o objetivo de buscar soluções por meio de um estudo mais apurado sobre o papel atual da agricultura e da pecuária, e de que maneira essas atividades poderão encontrar representatividade em nossos municípios. As conclusões certamente deverão influir na esfera estadual.

Enfim, é tempo de promover uma reação contra a inércia e o descaso.

Joel Naegele, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura