
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (19), destacou que não se deve, em hipótese alguma, comemorar momentos de crise no setor agropecuário, referindo-se ao recente caso de gripe aviária registrado no país. Segundo ele, embora haja a expectativa de maior oferta no mercado interno e consequente queda nos preços da carne, experiências anteriores, como o surto de doença de Newcastle em 2023, demonstram que o impacto nos preços pode ser limitado.
Fávaro afirmou estar confiante de que o foco da doença será contido e que a retomada das atividades comerciais ocorrerá gradualmente, ainda dentro do período de 28 dias exigido pelos protocolos sanitários internacionais. “Estamos muito confiantes de que vamos conseguir segurar dentro do raio”, disse.
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Outro fator que pode contribuir para a estabilidade dos preços, segundo o ministro, é o fato de que 70% da produção de alimentos já é direcionada ao mercado interno. Com apenas 30% voltado à exportação, o impacto das restrições seria significativamente menor do que um bloqueio total das vendas externas.
No caso dos ovos, por exemplo, Fávaro lembrou que o principal comprador, os Estados Unidos, já informou que não irá suspender as compras. Além disso, os preços da caixa com 30 dúzias, que chegaram a R$ 240 ou R$ 250 no auge da quaresma, já estavam sendo comercializados a R$ 160 antes mesmo do registro da gripe aviária.
“Portanto, já vem se estabelecendo aquilo que o mercado dizia que era uma alta no período de quaresma”, afirmou, reforçando que acredita em pequenas variações e não em oscilações bruscas. Ele também citou a possibilidade de redirecionamento das exportações para outros países que possam flexibilizar seus protocolos nos próximos dias.
“Eu acredito muito mais na estabilidade”, concluiu o ministro.
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