Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,41 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,60 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,26 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,59 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,11 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,93 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,00 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,70 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 123,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,91 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,28 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,48 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.045,71 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Exportação

Governo suspende exportação de carne de aves para a China devido ao caso de Newcastle; retomada prevista em um mês

Avaliação é do secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa, que detalhou o auto embargo feito pelo Brasil depois do foco da doença encontrado no Rio Grande do Sul

Governo suspende exportação de carne de aves para a China devido ao caso de Newcastle; retomada prevista em um mês

O governo brasileiro decidiu suspender, de forma cautelar e temporária, as exportações de carne de aves para a China devido ao recente foco de Doença de Newcastle detectado no Rio Grande do Sul. Inicialmente, a suspensão se aplicava apenas aos frigoríficos gaúchos, mas agora abrange todos os 55 abatedouros e 4 entrepostos brasileiros habilitados para exportar para o mercado chinês. A medida foi formalizada por um ofício assinado pela diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Juliana Satie Becker de Carvalho Chino, e começou a valer a partir de 17 de julho de 2024.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa, afirmou que as exportações para a China devem ser retomadas em um período de 15 a 30 dias, após o envio de um relatório detalhado sobre a erradicação do foco de Doença de Newcastle no estado. O relatório será enviado até a próxima terça-feira (23/7). Perosa destacou que o Brasil mantém contato direto com as autoridades sanitárias da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) e que a proatividade em seguir os protocolos bilaterais facilitará a normalização do fluxo comercial.

A China é o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, comprando 17,47% das exportações brasileiras em 2024. Em 2023, o país asiático adquiriu 19,13% do total exportado, totalizando 682,2 mil toneladas e gerando US$ 1,6 bilhão em faturamento. A suspensão das exportações poderá impactar significativamente o setor, que já enviou 2,5 milhões de toneladas de frango para o exterior no primeiro semestre deste ano.

No Brasil, o Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores e exportadores de carne de frango, responsável por 11,4% da produção nacional e 15% das exportações em 2023. A suspensão temporária das exportações também poderá afetar o estado, que exportou 354,3 mil toneladas no primeiro semestre de 2024.

O relatório que será enviado à China incluirá informações sobre as providências adotadas para controlar a doença, como o sacrifício e enterro das aves afetadas, medidas de fiscalização e investigação na área ao redor do foco, e o laudo laboratorial. Além disso, o Ministério da Agricultura está realizando testes em mais de 100 amostras de aves para verificar a presença do vírus na região.

A iniciativa do governo brasileiro em auto suspender as exportações visa demonstrar a conformidade com os protocolos internacionais e garantir a credibilidade do sistema de defesa sanitária nacional. O secretário Perosa também mencionou que outras restrições, como as impostas à União Europeia e ao Japão, serão ajustadas para refletir a situação atual e minimizar o impacto econômico.