
Em um cenário em que o consumo não dá conta da oferta, o mercado suinícola, por mais uma semana, recua nos preços. A Bolsa de Suínos de São Paulo, fechou o preço de referência na média de R$4,32 a 4,42 o animal vivo. Santa Catarina caiu R$ 0,20 em relação a semana passada, ficando em R$ 3,80 Kg/vivo. No Rio Grande do Sul, ficou acordado em R$ 4,00 – queda de R$ 0,10.
Já era esperado pelos produtores que início de janeiro os bons preços de dezembro iriam despencar. “Não vamos conseguir sustentar esses preços [de dezembro] após o mês de janeiro, porque sabemos que o primeiro trimestre é complicado em relação a preços de suínos”, comentou Valdecir Folador, presidente da Associação dos Criadores de Suínos do RS, ao Portal Suinocultura Industrial.
Folador explica que no início do ano, o mercado interno acaba retraindo o consumo e esses fatores resultam na queda dos preços. “A não ser que tenhamos uma grata surpresa, principalmente, no volume de exportação nesses primeiros meses do ano, que possam vir a sustentar mais esses preços, na minha avaliação teremos um primeiro trimestre complicado”, disse.
Para manter as esperanças dos suinocultores, as exportações de carne suína ‘in natura’ na primeira semana do ano tiveram bom desempenho em volume e receita, com crescimento de 61% em relação ao mesmo período anterior.
“Esperamos que não tenha uma queda maior de preços no mercado independente porque o produtor ainda está contabilizando o prejuízo do ano passado”, afirma o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, durante Análise de Mercado.
Segundo análise do Cepea, as projeções de consumo de carne suína para 2017 seguem desfavoráveis para o mercado brasileiro, que representa cerca de 85% do destino da produção nacional. “A postura é de cautela para que não ocorra ‘sobreoferta’ de carne no mercado doméstico, que, por sua vez, não tem absorvido facilmente excedentes de produção, mesmo a preços menores”, alertou o órgão.











