
O mercado suinícola brasileiro iniciou setembro em ritmo aquecido. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços médios do suíno vivo estão nos maiores patamares nominais desde novembro de 2024, refletindo a firmeza observada ao longo deste ano.
Após registrar forte queda em janeiro, em função da retração típica da demanda no início do ano, as cotações do animal vivo reagiram em fevereiro e permaneceram relativamente estáveis até julho. Em agosto, no entanto, um movimento de alta ganhou força e garantiu que a parcial de setembro alcançasse o maior nível de 2025.
Agentes consultados pelo Cepea avaliam que o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado independente tem contribuído para a sustentação dos preços. Esse cenário reforça a percepção de firmeza da atividade, em um ano marcado por oscilações, mas também por recuperação consistente ao longo do segundo semestre.
No front externo, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea indicam que o Brasil exportou 120 mil toneladas de carne suína em agosto. O volume representa recuo de 4,2% frente ao embarcado em julho, mas um avanço de 2,6% em relação a agosto de 2024, sinalizando manutenção do bom ritmo das vendas internacionais.












