Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,02 / kg
Soja - Indicador PRR$ 128,99 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 133,85 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,84 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,35 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,31 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,26 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 96,83 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 96,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 108,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 103,20 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 89,44 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 100,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,51 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.049,40 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 89,22 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 84,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 101,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 119,62 / cx

Política

Senado debate colapso do crédito rural no Rio Grande do Sul

Crise do agronegócio no Rio Grande do Sul em pauta: Senado debate colapso do crédito rural e as condições dos produtores agrícolas

Senado debate colapso do crédito rural no Rio Grande do Sul

A gravidade da crise que assola o agronegócio gaúcho ultrapassou a esfera econômica e assumiu contornos de tragédia humanitária. Em audiência pública conjunta realizada nesta quarta-feira (19) pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, lideranças políticas e do setor produtivo debateram o endividamento histórico dos produtores do Rio Grande do Sul. O encontro, articulado pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), expôs como a sequência de quatro anos de eventos climáticos extremos esgotou a capacidade de pagamento e a saúde mental das famílias rurais.

Durante o debate, ficou evidente que o atual modelo de financiamento agrícola não suporta a realidade climática atual. Cláudio Filgueiras, chefe do Departamento de Regulação do Crédito Rural do Banco Central, apresentou dados alarmantes: a inadimplência média já atinge 7,9%, superando os 10% entre os grandes produtores. Segundo ele, o Rio Grande do Sul absorveu 98% de todos os recursos emergenciais das Medidas Provisórias 1.213 e 1.214 de 2024, o que comprova a magnitude do desastre. “O produtor que financia 100% do custeio, mesmo com taxas equalizadas, hoje não consegue fechar a conta. O modelo, da forma como está, não se sustenta”, alertou Filgueiras.

A dimensão social da crise foi enfatizada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da CDH, que relatou casos de suicídio, depressão e desespero no campo, solicitando a inclusão da pauta de direitos humanos nos grupos de trabalho do governo. Pelo lado do Executivo, Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Mapa, informou que mais de R$ 32 bilhões já foram direcionados ao estado via ações emergenciais e pela MP 1.314/2025. Contudo, ele reconheceu que o aporte financeiro pontual não resolve o problema estrutural, defendendo a urgente reformulação do Seguro Rural como prioridade legislativa.

Principais pontos discutidos na audiência:

  • Impacto Social: A crise financeira evoluiu para uma crise de saúde pública e dignidade humana, afetando a subsistência das famílias.
  • Inadimplência: Índices de não pagamento estão elevados, sinalizando o maior estresse financeiro do setor em décadas.
  • Reformulação do Modelo: Consenso de que o atual sistema de crédito e custeio tornou-se inviável diante da instabilidade climática.
  • Seguro Rural: A necessidade de aprovação do projeto de lei que redesenha o seguro rural, de autoria da senadora Tereza Cristina, foi apontada como solução estrutural indispensável.

Referência: Agência FPA