Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,14 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,49 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 182,53 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.165,57 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,54 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 173,28 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,39 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 161,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 169,99 / cx

Tecnologia

Projeto da UEL que cria materiais biodegradáveis para a agricultura recebe R$ 2 milhões da Finep

Projeto foi contemplado na Linha Temática Meio Ambiente, na chamada pública Materiais Avançados e Minerais Estratégicos, lançada em 2020. Ele ficou em segundo lugar, em todo o Brasil

Projeto da UEL que cria materiais biodegradáveis para a agricultura recebe R$ 2 milhões da Finep

Um projeto da Universidade Estadual de Londrina (UEL) elaborado por professores de três Centros de Estudos e que tem foco na transformação de resíduos da agroindústria em insumos para a agricultura foi contemplado com edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Foram repassados R$ 1.960.128 sob gestão da Fundação de Apoio à UEL (Fauel).

O projeto “Transformar resíduos da agroindústria em bioinsumos inteligentes: materiais biodegradáveis avançados para sistemas agroflorestais sustentáveis” reúne pesquisadores do Centro de Ciências Biológicas (CCB), Centro de Ciências Exatas (CCE) e Centro Ciências Agrárias (CCA) para a criação de insumos sustentáveis para contribuir com a produção agrícola.

O projeto foi contemplado na Linha Temática Meio Ambiente, na chamada pública Materiais Avançados e Minerais Estratégicos, lançada em 2020. Ele ficou em segundo lugar, em todo o Brasil, na Média de Avaliação por Mérito, com nota 4,94 de 5,00. Em primeiro lugar, com nota máxima, ficou a pesquisa “Tecnologia de produção de placas balísticas de cerâmicas avançadas à base de SIC”, proposta pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

MATERIAIS BIODEGRADÁVEIS – Segundo o professor colaborador do projeto André Luiz de Oliveira, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia, o grupo conseguiu substituir materiais industriais, como o plástico, por biodegradáveis. Um dos exemplos é um tubete, criado a partir de amido, bagaço de cana e ácido polilático, que substitui o tubete de plástico comumente usado no agronegócio.

“Esse produto que desenvolvemos, em contato com o solo, entra em decomposição. Os materiais usados colaboram para o desenvolvimento da muda depois”, explicou.

Para a professora Suzana Mali de Oliveira, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia, o fato de o Brasil ser um grande player do agronegócio mundial aumenta a importância da utilização desses materiais em larga escala. “Muitos insumos agrícolas não são biodegradáveis. É possível produzir insumos biodegradáveis em larga escala, como o tubete, que custa em torno de R$ 0,12 por unidade. Em larga escala, esse valor cai ainda mais”, comentou.

INVESTIMENTOS – De acordo com o professor coordenador do projeto, Fábio Yamashita, do Departamento de Ciências de Alimentos (CCA), o montante de R$ 1.960.128 já foi totalmente revertido para a compra de equipamentos que serão utilizados na pesquisa. Dentre a lista de materiais, estão R$ 400 mil em insumos (reagentes e matérias-primas para análise), uma extrusora no valor de R$ 87 mil e uma extrusora de rosca dupla paralela, no valor de R$ 437 mil.

“São equipamentos fundamentais para o desenvolvimento do projeto e, também, para os cursos de graduação, pois vão fazer parte dos nossos laboratórios”, comentou Yamashita.

EXCELÊNCIA – O diretor de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG), Eduardo Araújo, ressalta que o projeto foi escolhido, junto de outra proposta na linha da Saúde, para participar do edital por uma prospecção ativa da Pró-Reitoria. “Contou bastante para a média final, e o sucesso do projeto, o fato de os três pesquisadores, Yamashita, Suzana e André, trabalharem juntos há muitos anos, terem uma boa produção científica conjunta e solo”, afirmou.

A UEL, ainda segundo o diretor de Pesquisa, é presença constante nos editais da Finep. “Sempre conseguimos alguma colocação nesses editais, muito devido a uma vocação da Universidade para a pesquisa nessas áreas”.