Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,00 / kg
Soja - Indicador PRR$ 129,76 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 134,64 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,89 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,89 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,45 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,22 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,33 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,29 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 96,82 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 96,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 107,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 103,20 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 89,54 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 99,52 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,64 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,69 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.180,84 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.041,32 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 89,22 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 84,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 101,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 120,82 / cx

Legislação

Lei restringe produtor de Minas Gerais

Por razões sanitárias, legislação brasileira impede a produção de queijo a partir de leite cru. Lei coloca praticamente na "clandestinidade" o queijo mineiro produzido por quatro microrregiões do Estado.

Desde 1952, a legislação brasileira impede a produção de queijo a partir de leite cru, aquele que não passa por processo de pasteurização, por razões sanitárias. Como nos Estados Unidos, mas diferentemente dos europeus. No entanto, a lei brasileira coloca praticamente na “clandestinidade” o queijo mineiro produzido por quatro microrregiões – Canastra, Serro, Araxá e Alto Paranaíba – e determina que sua comercialização deve ficar restrita ao Estado de Minas Gerais porque o produto não pode obter o Selo de Inspeção Federal (SIF).

Cerca de 27 mil famílias de pequenos produtores estão envolvidas com esta fabricação, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), cuja tradição foi herdada dos colonizadores portugueses. “O país não reconhece a própria riqueza”, diz o produtor João Leite, diretor da Associação de Produtores de Queijo da Canastra (Aprocan). A associação defende que uma lei antiga não pode continuar a tratar microprodutores com o rigor dedicado à grande indústria. “Não somos contrários à fiscalização. Ela só tem que levar em consideração uma forma de produção secular”, defende ele.

O queijo mineiro é considerado um produto de “terrois”, palavra francesa que não tem tradução para o português, mas diz respeito à especificidade de determinadas condições de microclima, solo e tradição que fazem um produto ser considerado único no seu gênero e importante para a preservação da tradição de um povo. Ele é tão artesanal quanto os queijos seculares da França, Itália e Portugal, que contam com regras para viabilizar a sua comercialização em seus países.