Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,78 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,86 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,43 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,54 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,42 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 160,54 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,63 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,12 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,97 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,18 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,46 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 166,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,25 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,47 / cx

Avicultores devem manter preços (CE)

<p>O abastecimento de milho do setor, que influencia diretamente no preço, permanecerá suficiente até janeiro.</p>

Redação (13/11/2008)- No Ceará, assim como acontece em todo o País, os aumentos no preços dos alimentos vêm sendo tratados como vilões dos orçamentos familiares e principal causa das elevações da inflação. Porém, os produtos ligados a avicultura — ovos e frangos congelados e abatidos — não deverão sofrer aumentos significativos nos preços até o fim deste ano.

De acordo com o presidente da Associação Cearense de Avicultura (Aceav), João Jorge Reis, o abastecimento de milho do setor (insumo que influencia diretamente no preço final dos produtos) permanecerá suficiente até janeiro. “Este ano, não houve alteração no abastecimento e a perspectiva é de que o estoque de milho esteja normal no Estado”.

Sobre possíveis efeitos da crise financeira internacional na avicultura cearense, Reis afirma que o setor ainda não percebeu qualquer anormalidade. “Até o momento a crise não nos atingiu, mas não sabemos como se comportará o consumo dos nossos produtos no fim do ano. Dependemos muito de outros setores que fazem a massa salarial, que reflete no poder aquisitivo dos consumidores”, comentou.

“Trabalhamos com investimentos próprios e o nosso capital de giro vem das granjas. Quase nenhum avicultor depende recursos dos bancos. Por isso, ainda é cedo para apontar o impacto da crise no setor”, disse o presidente da Aceav.

Incentivo

Para garantir o estoque de milho sem precisar importar, uma opção dos avicultores é participar de leilões promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Amanhã, acontecerá um desses leilões, onde serão negociadas 50 mil toneladas do grão, oriundas do Mato Grosso.

O destino dessa mercadoria são os estados das regiões Norte e Nordeste, exceto Rondônia, Pará, Piauí e Maranhão. Alguns avicultores cearenses já estão inscritos. “Para ajudar o produtor de milho, o governo federal custeia parte do frete, que em alguns casos, como do Mato Grosso para o Ceará, pode ser mais caro que a mercadoria. Esses leilões ocorrem há mais de 15 anos e parte do abastecimento de milho no Ceará é formado nessas negociações”.

No leilão de amanhã, por meio de Prêmios para o Escoamento de Produto (Pep), o arremate do leilão poderá ser feita por indústrias e comerciantes dos estados contemplados. O grão é fixado em preço mínimo (a saca de 60kg de milho fica em torno de R$ 11,00) e o arrematante deve comprovar que comprou de produtores cooperados e que trouxe à região de destino. Após receber a mercadoria, o comprador manda uma correspondência para a Conab, com as notas fiscais, para receber o prêmio — um abatimento no valor do frete.