Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,69 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,19 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,54 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,32 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,54 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,32 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,24 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,25 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,43 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,86 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 121,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,37 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,63 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,88 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,08 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 143,72 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

SC pode perder mercado russo

Criadores de suínos de Santa Catarina afirmam que a demora na negociação abre espaço para RS e PR.

Redação SI 19/02/2003 – A demora na negociação entre Brasil e Rússia para retomada das exportações catarinenses de suínos pode representar a perda deste mercado.

No ano passado, o Brasil exportou 475 mil toneladas, das quais 380 mil toneladas apenas para o mercado russo. Santa Catarina contribuiu com cerca de 330 mil toneladas deste total.

Agora, Santa Catarina está praticamente parada, enquanto outros estados seguem mandando carne para fora do país. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados, José Zeferino Pedrozo, em dezembro foram exportadas 40 mil toneladas de carne suína e, em janeiro, entre 35 e 39 mil toneladas. Outros estados como o Rio Grande do Sul e o Paraná estão aproveitando este espaço.

Com isso, os estados vizinhos já estão remunerando melhor os suinocultores. Pedrozo disse que a demora em negociar com os russos está prolongando a crise do setor. Nós tínhamos quase 80% das exportações, agora não temos mais, lamentou o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Paulo Tramontini.

Ele também avaliou que a suinocultura de SC está perdendo espaço nas exportações por causa do embargo russo. O prejuízo chega a US$ 30 milhões mensais. Tramontini disse que não vê muito empenho do governo federal em resolver a questão e avaliou que o governo estadual deveria pressionar mais.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Clair Dariva, disse que a situação está muito morosa e defende uma missão urgente para a Rússia, mesmo sem agenda definida. Se a diplomacia não resolve é preciso dar um peitaço, disse. Ele destacou que enquanto os suinocultores gaúchos ganham R$ 1,80 por quilo, em Santa Catarina o valor é inferior a R$ 1,60, com a tipificação.

O secretário de Agricultura do Estado, Moacir Sopelsa, disse que os russos receberam e aceitaram o relatório sobre o Programa de Erradicação da Aujeszky, mas estão magoados com a omissão da doença nos relatórios de exportação. Sopelsa disse que os russos exigem uma retratação do Ministério da Agricultura e informações mais completas sobre os programas de controle de doenças sanitárias.