Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 118,73 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,72 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 146,73 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 149,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 163,74 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 139,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 155,76 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,90 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,96 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.175,13 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.056,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 156,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 143,99 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 128,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 138,53 / cx

Empresas

Sadia reduz em 30% nível de sódio de seus produtos em um ano

Projeto inicialmente previa atingir 40 produtos, correspondentes a cerca de 70% do volume comercializado pela marca, com a eliminação de 315 t de sal

Sadia reduz em 30% nível de sódio de seus produtos em um ano

A Sadia, empresa da BRF, conseguiu eliminar em um ano 1.800 toneladas de sal de alguns de seus produtos, com a redução de 30% no nível de sódio. O projeto, que completou um ano em agosto passado, inicialmente previa atingir 40 produtos, correspondentes a cerca de 70% do volume comercializado pela marca, com a eliminação de 315 t de sal.

Estas projeções iniciais, no entanto, foram mais do que superadas. Além de aumentar o número de produtos para 50 e retirar 5 vezes mais sal dos produtos do que o previsto, a empresa também notou um aumento no volume de venda de algumas categorias.

Segundo o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, Fábio Bagnara, há uma forte demanda por produtos mais saudáveis. “Muitos consumidores reportaram à empresa que gostaram da ideia e, apesar de ter retirado o sódio, não ficou um produto sem sabor e o consumidor percebeu isso como um benefício”, afirmou o executivo ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. “Aceleramos a implantação do projeto, fizemos a retirada antes do previsto e a mudança de mix de produção”, acrescentou.

Apesar de a empresa não revelar o investimento destinado especificamente ao projeto, a companhia afirma que investiu R$ 560 milhões em inovação nos últimos três anos. Para a redução do sódio, a companhia desenvolveu uma tecnologia específica para que os produtos mantivessem o mesmo sabor, a mesma textura, além de manter a conservação – o que também é uma das propriedades do sódio.

A matéria-prima usada provém da proteína animal (carne de frango), um ingrediente natural que serve como base para que seja feita uma espécie de “caldo de carne” e intensifica o uso de temperos naturais e especiarias já presentes na composição dos produtos, como pimenta, alho, cebola, coentro e páprica. Bagnara disse que isso foi importante para que o próprio consumidor não passasse a adicionar mais sal em casa, o que faria o projeto perder o sentido.

Ele afirmou que a BRF continua aprimorando o projeto. “Trabalhamos para reduzir o sódio em todo o portfólio, não vemos um limite final. Já estamos com esse produto muito abaixo do acordo que foi feito com o governo e com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos (Abia)”, disse. A BRF é signatária de um acordo com a Abia para reduzir a quantidade de sódio nos alimentos. Atualmente os brasileiros consomem 12 gramas de sódio por dia, quando a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 5 gramas por dia – meta a ser atingida pela associação em 2025.

Bagnara declarou, ainda, que a BRF pode inclusive estender o projeto para suas demais marcas como a Perdigão e a terceira linha que a companhia deve lançar no primeiro trimestre de 2018, conforme o anúncio feito pelo presidente do conselho da empresa, o empresário Abilio Diniz, em agosto. Segundo Bagnara, a tecnologia não deve encarecer os produtos. “A medida em que o tempo vai passando a tecnologia vai se tornando cada vez mais acessível”, concluiu.