Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,41 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,60 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,26 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,59 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,11 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,93 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,00 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,70 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 123,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,91 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,28 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,48 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.045,71 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Deral diz que não vai faltar milho

De acordo com a engenheira agrônoma do Deral da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Vera Zardo, o Estado deverá ter uma oferta de 12 milhões de toneladas de milho, para uma demanda de 11,5 milhões.

Da Redação 16/04/2003 – A cadeia produtiva do milho, tendências de mercado e comercialização da safra foram alguns temas discutidos durante um seminário estadual da cultura. O evento reuniu membros do Grupo de Trabalho do Milho – formado por entidades representantes das cooperativas do Paraná, Federação da Agricultura e sindicatos de suinocultores e avicultores.

De acordo com a engenheira agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Vera Zardo, o Estado deverá ter uma oferta de 12 milhões de toneladas de milho, para uma demanda de 11,5 milhões. Apesar do Paraná ser o maior produtor da cultura no Brasil, ainda sofre com a liquidez, que vem fazendo com que muitos produtores acabem migrando para outras culturas. Outro problema é que, para ganhar mercado, muitos estão exportando o produto, e isso deverá refletir na cadeia produtiva do milho. Vera Zardo defende que o governo Federal precisa definir políticas mais claras para a cultura a fim de evitar o desabastecimento do mercado interno.

Hoje, o maior mercado consumidor de milho no Paraná é a avicultura, cujo setor de corte absorve uma média de três milhões de toneladas do produto. O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas no Paraná, Domingos Martins, não acredita que possa faltar produto, porém entende que a supervalorização do milho, como aconteceu no ano passado, poderá comprometer os preços da cadeia. Em 2002, o preço da saca de milho chegou a R$ 26 contra os R$ 16 praticados hoje. Martins defendeu os mesmos tratamentos fiscais e econômicos dados as cooperativas para o setor. Além disso, disse que o Paraná poderia criar formas de financiamento para a construção de armazéns para o armazenamento do milho.

O presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Romeu Carlos Royer, também defendeu uma política mais específica para a cultura. Ele ressaltou que o Grupo de Trabalho do Milho propôs no ano passado que as entidades da cadeia produtiva sejam consultadas antes de enviar o produto paranaense para outros estados. Mas para isso, ainda dependem da regulação do governo do Estado. “Esperamos que o atual governo se sensibilize com a idéia, que visa justamente regular o mercado interno e evitar o desequilíbrio da cadeia”, disse.