Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,17 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,54 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,10 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,05 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,73 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,79 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 146,72 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 150,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 163,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 139,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 155,32 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,92 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,98 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.168,03 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.058,24 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 155,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 143,27 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 126,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,73 / cx

Bioenergia

Bill Gates investe na utilização da urina para produção de energia

Uma equipe no Reino Unido trabalhando no desenvolvimento de uma nova técnica para transformar a urina em uma fonte viável de energia elétrica

Bill Gates investe na utilização da urina para produção de energia

Fluidos corporais podem ser a próxima matriz energética do mundo? A ideia pode até não se concretizar, mas já há uma equipe no Reino Unido trabalhando no desenvolvimento de uma nova técnica para transformar a urina em uma fonte viável de energia elétrica, que eles estão chamando de “urina-tricidade”, com o apoio da Gates Foundation, organização sem fins lucrativos mantida por Bill Gates.

A técnica utiliza o MFC (células de combustíveis de micróbios), que usa microorganismos vivos. A urina passa pelo MFC e é metabolizada, liberando elétrons. Eletrodos captam estes elétrons que, quando conectados a um circuito externo geram corrente elétrica. Nos testes, foram recarregadas baterias comerciais como as encontradas nos smartphones.

A equipe de bioenergia, liderada pelo pesquisador Ioannis Ieropoulos, no Laboratório de Robótica de Bristol (uma parceria entre a Universidade de Bristol e a Universidade do Oeste da Inglaterra), tem o objetivo de fazer bom uso dos 6,4 trilhões de litros de urina que a humanidade produz anualmente.

Para os testes, os cientistas usaram urina recente, expelida havia menos de uma semana de um indivíduo saudável, com altura e peso medianos. Em outros testes, tentaram oferecer restos de comida, insetos mortos e pedaços de grama para os micróbios, mas nenhum gerou tanta corrente elétrica quanto a urina.

Segundo Ieropoulos, isso se deve ao fato de a urina ter uma concentração de material orgânico menor que os outros resíduos testados, saciando mais lentamente os micróbios. O baixo nível de carbono orgânico combinado à acidez e à condutividade elétrica fez a diferença na produção de corrente.

As pesquisas ainda estão iniciando, mas os cientistas envolvidos creem que isso poderá alavancar a energia renovável e poderia incentivar comercialmente a construção de mictórios e vasos sanitários, já que 2,5 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a saneamento básico.