Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,72 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,34 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,68 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,64 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,72 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,59 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,31 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 129,01 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,25 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.184,94 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.051,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 143,72 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Mercado

Poder de compra na avicultura cai em janeiro e acende alerta para produtores de ovos e frango

Avicultores de postura enfrentam o menor poder de compra frente ao milho desde março de 2022, enquanto produtores paulistas de frango acumulam a terceira queda mensal consecutiva, pressionados por preços baixos e custos elevados

Poder de compra na avicultura cai em janeiro e acende alerta para produtores de ovos e frango

O que explica a perda de poder de compra em diferentes segmentos da avicultura neste início de ano? Levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que, em janeiro de 2026, tanto os avicultores de postura quanto os produtores de frango de corte em São Paulo enfrentam um cenário de deterioração na relação de troca frente aos principais insumos da atividade, especialmente milho e farelo de soja.

Avicultura de postura: menor poder de compra frente ao milho desde março de 2022

No segmento de ovos, o Cepea aponta que o poder de compra do avicultor de postura segue em queda em janeiro, refletindo o descompasso entre os preços dos ovos e o comportamento dos insumos utilizados na ração.

A relação de troca entre ovos e milho está em retração desde setembro de 2025 e atingiu em janeiro de 2026 o menor patamar real desde março de 2022. Isso indica que o produtor precisa comercializar um volume maior de ovos para adquirir a mesma quantidade do cereal.

Frente ao farelo de soja, o cenário também é desfavorável: o recuo no poder de compra ocorre pelo sétimo mês consecutivo, alcançando o nível mais baixo desde fevereiro de 2023, em termos reais.

Apesar de reações pontuais nos preços dos ovos no encerramento da primeira quinzena de janeiro, levantamento do Cepea mostra que a média mensal ainda permanece abaixo da registrada em dezembro de 2025. No mesmo período, o milho apresentou desvalorização mais moderada, enquanto o farelo de soja registrou alta.

Frango de corte em São Paulo: terceira queda seguida no poder de compra

Já no caso dos avicultores paulistas de frango de corte, o Cepea indica que o poder de compra frente a milho e farelo de soja caiu em janeiro pelo terceiro mês consecutivo.

Segundo o Centro de Pesquisas, esse movimento está diretamente relacionado à forte desvalorização do frango vivo, consequência da oferta elevada desde o final de 2025. Com maior disponibilidade de aves no mercado, as cotações do frango seguem pressionadas, reduzindo a receita do produtor.

Do lado dos insumos, o milho apresenta ligeiro recuo, o que ajuda parcialmente, mas não compensa a queda mais intensa no preço do frango vivo. Já o farelo de soja avança, ampliando a pressão sobre o custo de produção.

Custos elevados e preços fragilizados desafiam a rentabilidade

A combinação de preços de venda enfraquecidos e custos de alimentação ainda elevados compromete a rentabilidade da avicultura neste início de 2026. Tanto na postura quanto no frango de corte, o poder de compra reduzido sinaliza um cenário de atenção para o planejamento produtivo e financeiro dos próximos meses.

A evolução do consumo, os ajustes na oferta de aves e o comportamento do mercado de grãos serão determinantes para definir se haverá espaço para recuperação das margens ao longo do primeiro trimestre.