
Dados divulgados no último dia 10 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, em maio, o Brasil registrou o maior volume mensal de abates de frango desde o início da série histórica, em 1997. No total, foram abatidas 575,9 milhões de cabeças, estabelecendo um marco para o setor avícola nacional.
O resultado chama a atenção porque coincide com o mês em que foi confirmado o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em granja comercial no País, no dia 15 de maio. A ocorrência levou diversos parceiros internacionais a suspender temporariamente as importações da carne de frango brasileira, gerando apreensão no mercado.
De acordo com pesquisadores do Cepea, há diferentes interpretações para o recorde observado. Uma delas é de que o volume expressivo de abates teria sido mera coincidência, refletindo o planejamento de produção realizado anteriormente, sem relação direta com a confirmação da doença. Outra linha de análise aponta que a indústria, confiante em uma reversão rápida das restrições, teria antecipado abates para formação de estoques, apostando em uma retomada célere das exportações.
Independentemente das motivações, os números de maio reforçam a relevância da avicultura brasileira, setor que segue como um dos principais fornecedores globais de proteína animal. O desafio, agora, é compreender como os impactos da gripe aviária e as medidas de contenção adotadas poderão influenciar os próximos relatórios de produção e comércio exterior.












