
O mês de abril se aproxima, e com ele, a apreensão toma conta do setor produtivo brasileiro. Agricultores e parlamentares da oposição expressam profunda preocupação com a iminente escalada das invasões de terra promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), durante o período conhecido como “Abril Vermelho”.
Pedro Lupion, deputado federal (PP-PR) e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), soa o alarme para o que ele prevê ser um recorde histórico de invasões. Segundo Lupion, a proximidade e o apoio explícito do governo Lula ao MST, contrastando com o distanciamento dos setores produtivos do agronegócio, inflamam as tensões e encorajam as ações do movimento. A crítica é direta: enquanto o governo prioriza o diálogo com o MST, ignora aqueles que efetivamente impulsionam a produção agrícola do país.
“Em vez de dialogar com os produtores rurais, o governo se alia aos invasores de suas propriedades”, critica Lupion, questionando a eficácia das ações do MST em garantir a segurança alimentar ou reduzir a inflação.
Outros parlamentares da oposição ecoam as preocupações e exigem medidas preventivas das forças de segurança para salvaguardar o direito à propriedade e a segurança jurídica no campo. Ubiratan Sanderson (PL-RS) classifica o “Abril Vermelho” como uma campanha de crimes contra a propriedade privada e um ataque à ordem no campo, enquanto Rodrigo Valadares (União-SE) denuncia a intenção do MST de transformar abril em um mês de “baderna”, com ações que prejudicam os agricultores e ameaçam a segurança rural.
Rodolfo Nogueira (PL-MS), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, promete uma resposta firme a qualquer ilegalidade cometida durante o período, assegurando que o colegiado acompanhará de perto cada ação do MST.
O “Abril Vermelho” é uma mobilização anual do MST, realizada em memória do Massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, onde 19 sem-terra perderam a vida em confronto com a polícia. Durante este mês, o MST intensifica suas ações, incluindo invasões de terra, ocupações de prédios públicos e manifestações, buscando pressionar o governo por avanços na reforma agrária.
A intensificação das invasões de terra durante o “Abril Vermelho” gera grande apreensão no setor agrícola, que clama por ações preventivas do governo para garantir a segurança no campo.
Com informações do Gazeta do Povo.











