Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,67 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,78 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 163,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,68 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 182,05 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,53 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.166,23 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,54 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 172,86 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,55 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 161,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 169,99 / cx

Governo

Agro reage e governo suspende lista de espécies exóticas após pressão no Congresso

A suspensão da lista de espécies exóticas fez o agro reagir. Saiba mais sobre essa situação e suas implicações no governo

Agro reage e governo suspende lista de espécies exóticas após pressão no Congresso

Após articulação política no Congresso Nacional, o Ministério do Meio Ambiente decidiu, em dezembro de 2025, suspender temporariamente a elaboração da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras. A proposta vinha sendo conduzida pela Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio) e passou a enfrentar forte resistência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que levou o tema ao centro do debate legislativo ao apontar potenciais impactos econômicos, produtivos e jurídicos.

A minuta apresentada pelo governo em outubro de 2025 classificava como exóticas invasoras espécies amplamente utilizadas no Brasil, como tilápia, camarão vannamei, eucalipto, pinus, manga, goiaba e jaca. Para a bancada do agro, o texto foi elaborado sem diálogo prévio com os setores diretamente envolvidos e ignorava cadeias produtivas consolidadas, responsáveis por geração de emprego, renda e exportações.

A reação teve início na Câmara dos Deputados, onde parlamentares da FPA passaram a questionar publicamente os critérios técnicos adotados pela Conabio. Em sessões da Comissão de Agricultura (CAPADR), o presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (PP-PR), afirmou que a proposta não refletia a realidade da agropecuária brasileira e alertou para os riscos à piscicultura com a inclusão da tilápia, espécie responsável por cerca de 70% do pescado produzido no país, com forte concentração no Paraná.

Segundo Lupion, a classificação poderia gerar insegurança jurídica em processos de licenciamento ambiental, acesso a crédito e certificações sanitárias. “Estamos falando de atividades estruturadas, com práticas sustentáveis e que garantem renda a milhares de famílias. Uma decisão dessa magnitude precisa considerar diálogo e base científica sólida”, afirmou.

A mobilização avançou para o Senado. Em audiência pública realizada em dezembro, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), parlamentares reforçaram posição contrária à proposta e cobraram esclarecimentos do governo. Diante da ausência da ministra Marina Silva, os senadores aprovaram um novo requerimento de convocação. O senador Jorge Seif (PL-SC), integrante da FPA, afirmou que o setor produtivo tomou conhecimento da lista quando os impactos já estavam em debate. “Uma classificação como essa afeta diretamente licenciamento, crédito e exportações”, disse.

No Senado, o debate também evidenciou preocupações com cadeias industriais associadas ao eucalipto e ao pinus, historicamente incentivadas pelo próprio Estado e fundamentais para setores como papel e celulose, madeira e biomassa energética. Houve ainda questionamentos sobre a inclusão de espécies da fruticultura e da aquicultura consolidadas em diversas regiões do país.

Diante da repercussão no Congresso Nacional, o Ministério do Meio Ambiente anunciou a suspensão temporária do processo. Em nota, a Pasta informou que a decisão visa ampliar o diálogo com setores econômicos e instituições científicas antes da retomada dos trabalhos, ressaltando que a lista teria caráter preventivo e não implicaria, por si só, restrições imediatas ao cultivo.

Para a FPA, a suspensão é resultado direto da articulação política da bancada. Deputados e senadores defendem agora a criação de um grupo técnico interministerial, com participação do setor produtivo, para revisar os critérios da Conabio e construir diretrizes que conciliem preservação ambiental, segurança jurídica e continuidade da produção.

“O Brasil tem expertise para produzir com sustentabilidade. O caminho é integrar ciência, tecnologia e a experiência de quem está no campo”, concluiu Lupion. A expectativa da FPA é que o governo apresente uma nova proposta com critérios mais claros e diálogo prévio, evitando que políticas ambientais avancem sobre atividades consideradas estratégicas para a economia nacional.

Referência: FPA