
A Influenza Aviária continua a ser um tema recorrente em notícias ao redor do mundo, com surtos afetando o mercado de aves a cada ano. As consequências são claras: cargas de carnes, ovos e material genético precisam ser redirecionadas ou absorvidas pelos mercados locais, impactando a indústria avícola de forma significativa.
Benjamín Ruiz, em seu blog no portal WATT Poultry, já destacou a importância de revisar as regras de vacinação contra a Influenza Aviária. Ele mencionou como o México aprendeu a conviver com a vacinação, sugerindo que talvez seja hora da comunidade científica internacional e das organizações mundiais aceitarem essa prática como parte dos procedimentos da indústria, evitando assim interrupções no mercado avícola.
Recentemente, uma nova preocupação surgiu: a Influenza Aviária foi transmitida para mamíferos, incluindo vacas leiteiras. Isso levanta questionamentos sobre como uma doença tipicamente aviária pode afetar outras espécies, gerando perplexidade no setor.
Durante a International Production & Processing Expo (IPPE) de 2025, ficou claro que medidas estão sendo tomadas. A Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA), liderada pela primeira vez por uma mulher, María del Rosario de Falla, enviou um pedido oficial à World Organization of Animal Health (WOAH) para mudar o nome da Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP) para simplesmente Influenza Altamente Patogênica. Essa mudança visa evitar confusões que possam prejudicar a indústria avícola, especialmente agora que a doença se espalhou para outros animais.
Ruiz também reflete sobre as críticas que recebeu ao utilizar o termo “gripe aviária” em seus artigos. Em muitos países da América Latina, “gripe” é associado à gripe comum, uma doença considerada menos severa do que a influenza. Essa confusão terminológica pode enganar os consumidores e afetar ainda mais o setor.
A indústria avícola mundial tem enfrentado desafios constantes com surtos de Influenza Aviária e outras doenças que impactam os mercados e as tendências de consumo. No entanto, com uma base sólida de conhecimento científico e medidas rigorosas de biossegurança, ela se mantém resiliente. O pedido da ALA à WOAH para mudar a nomenclatura é um passo justo e necessário para proteger tanto a indústria quanto os consumidores.
A expectativa agora recai sobre a resposta da WOAH a essa solicitação. A iniciativa da ALA merece reconhecimento e apoio na busca por uma solução que beneficie todos os envolvidos na cadeia produtiva.
Com informações WATT Poultry, por Benjamín Ruiz.











