Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,22 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,83 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,76 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,11 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,37 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,26 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,02 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,12 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 122,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 137,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,31 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.176,36 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.057,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,91 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Exportações do agronegócio iniciam o ano com recorde, informa CNA

<p>O crescimento das exportações de produtos ligados ao agronegócio, nos dois primeiros meses do ano, fez a balança comercial do setor registrar saldo recorde.</p>

Redação (23/03/07) –  Em janeiro e fevereiro, a diferença entre as vendas para o exterior e as importações nessa área foi de US$ 6,05 bilhões – resultado 23,8% superior aos US$ 4,89 bilhões do mesmo período no ano passado.

Os números foram divulgados hoje (22) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base em dados dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O saldo recorde decorre do aumento de 25,5% nas exportações, que passaram de US$ 5,81 bilhões para US$ 7,3 bilhões, na comparação com janeiro e fevereiro de 2006.

As importações, no entanto, subiram em ritmo maior: com crescimento de 34,4%, alcançaram US$ 1,24 bilhão, contra US$ 927 milhões nos dois primeiros meses do ano passado. Segundo o estudo da CNA, a quebra na safra de trigo na região Sul e a cotação do dólar próxima a R$ 2,10 baratearam os produtos adquiridos no exterior.

Para 2007, a estimativa da Confederação é de crescimento de 15% no saldo da balança comercial do agronegócio, chegando a  US$ 49 bilhões. No ano passado, o setor contribuiu com US$ 42,7 bilhões dos US$ 49,4 bilhões do superávit comercial do país. “Como a agricultura e a pecuária não têm volume considerável de importações, o dólar pode se manter no nível atual que o saldo comercial continuará a crescer”, comentou o superintendente técnico da CNA, Ricardo Cotta.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações do agronegócio estão o açúcar e o álcool, cujas vendas passaram de US$ 635 milhões para US$ 1,13 bilhão (crescimento de 78,4%), além dos sucos de frutas, cujo resultado subiu de US$ 198 milhões para US$ 344 milhões (mais 74,1%).

O maior crescimento, no entanto, ocorreu com o milho, com 351,3% de crescimento. Apesar de responder por uma pequena fatia das exportações – com US$ 114 milhões nos dois primeiros meses do ano, contra US$ 25 milhões no mesmo período do ano passado –, o grão tem potencial para conquistar o mercado internacional, segundo a CNA.

“Como os Estados Unidos estão destinando parte da produção exportada para fabricar etanol, abriu-se uma oportunidade para o Brasil”, lembrou o assessor técnico da Confederação, Matheus Zanella. Ele informou que o excedente de milho no mercado brasileiro está entre 5 milhões e 7 milhões de toneladas.

Afetada nos últimos dois anos por embargos comerciais, a carne brasileira reconquistou espaço no mercado internacional e as exportações cresceram 24,5% em janeiro e fevereiro. A maior parcela desse desempenho coube à carne bovina, com aumento de 52,8% nas vendas. Para a carne de frango, as exportações aumentaram 7%.

Em relação a Mato Grosso do Sul, que devido a focos de febre aftosa não exporta carne bovina há um ano e meio, o superintendente técnico da CNA explicou que outras regiões estão absorvendo a demanda: “Enquanto a produção do estado se voltou para o mercado interno, Minas Gerais e Goiás, por exemplo, recuperaram o espaço da carne brasileira no exterior".