Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,10 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,36 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,09 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,08 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,79 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,76 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 146,68 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 150,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 163,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 139,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 155,32 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,99 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.172,98 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.058,60 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 155,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 142,31 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 126,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,73 / cx

Sanidade

Salto nos casos de disenteria suína no Reino Unido expõe fragilidades na biosseguridade

O crescimento assustador de disenteria suína no Reino Unido revela fragilidades na biosseguridade agrícola. Saiba mais

Salto nos casos de disenteria suína no Reino Unido expõe fragilidades na biosseguridade

A suinocultura britânica enfrenta um cenário de atenção redobrada com a escalada nos diagnósticos de disenteria suína, uma enfermidade bacteriana causada pela Brachyspira hyodysenteriae. Dados recentes do Painel de Vigilância de Suínos da APHA (Agência de Saúde Animal e Vegetal) e do Colégio Rural da Escócia revelam uma tendência preocupante: os casos confirmados saltaram de apenas oito em 2021 para 55 em 2024. O Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura (AHDB) corrobora o alerta, registrando focos ativos em diversos condados, o que mobilizou veterinários e especialistas a emitirem um chamado urgente para o reforço dos protocolos de biosseguridade nas granjas.

Para especialistas do setor, o avanço da disenteria funciona como um indicador crítico de falhas nas barreiras sanitárias que poderiam permitir a entrada de enfermidades ainda mais devastadoras. Nigel Bennet, da Roam Technology, alerta que a disseminação da bactéria evidencia brechas tanto dentro das unidades produtivas quanto no trânsito entre propriedades. “Todos sabemos que a Peste Suína Africana (PSA) está batendo à nossa porta. Esses dados mostram que já existem fragilidades na biosseguridade”, avalia Bennet, reforçando que proteger o status sanitário é também blindar a reputação e a rentabilidade da granja.

A resposta do setor envolve ações técnicas e culturais. A AHDB relançou a campanha “Caminhão Livre de Sujeira” para conscientizar produtores a recusarem veículos que não atendam aos padrões de higiene, além de disponibilizar a ferramenta BioCheck para auditorias de risco. Lauren Turner, cientista-chefe da entidade, destaca a necessidade de quebrar o estigma da notificação da doença para agilizar o controle. Paralelamente, a veterinária Annie Davies enfatiza que a biosseguridade interna é tão vital quanto a externa, recomendando atenção total à movimentação de lotes e protocolos de medicação.

Para mitigar os riscos, recomenda-se a adoção imediata de um pacote de medidas preventivas rigorosas:

  • Implementação de protocolos estritos para visitantes e controle de veículos na entrada da propriedade;
  • Garantia de abastecimento de água potável tratada e de qualidade;
  • Separação física clara entre áreas limpas e sujas (zonas de biossegurança);
  • Adoção do sistema “todos dentro, todos fora” (all-in/all-out) para quebra de ciclo de patógenos;
  • Controle efetivo de vetores (roedores e animais silvestres) e quarentena rigorosa para a introdução de novos animais no plantel suíno.