Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,60 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,45 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,76 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,16 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,03 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,16 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,71 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 123,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.177,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,59 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Economia

Trump dá um passo atrás em tarifaço desvalorizando o dólar, inflações ficam no radar

Trump dá um passo atrás em tarifaço desvalorizando o dólar, inflações ficam no radar

Na quinta-feira (09), o dólar americano enfrentou uma significativa desvalorização frente aos seus principais pares, atingindo o menor patamar em dez anos em relação ao franco suíço, considerado um porto seguro. Essa movimentação do mercado ocorreu em resposta à inesperada mudança de postura do presidente Donald Trump em relação às tarifas comerciais.

Apesar de conceder uma suspensão de 90 dias nas tarifas que haviam sido apelidadas de “Dia da Libertação”, Trump manteve uma taxa geral de 10% sobre as importações da maioria dos países. Segundo informações da Casa Branca, as taxas totais impostas pelos EUA sobre as importações chinesas agora totalizam 145%, somadas às novas tarifas.

Na quarta-feira, o dólar havia apresentado uma recuperação frente ao franco suíço e ao iene japonês, ambos vistos como ativos seguros. Simultaneamente, os principais índices acionários de Wall Street registraram um aumento, impulsionados pelo alívio dos investidores diante do adiamento tarifário.

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Contudo, a tendência de queda do dólar se intensificou, com uma desvalorização de 3,46% em relação ao iene e quase 6,5% frente ao franco suíço somente neste mês. O dólar caminha para registrar sua maior perda diária contra o franco desde janeiro de 2015. Analistas apontam que, até o anúncio do adiamento tarifário na véspera, o mercado havia passado por um reajuste significativo em todos os setores, adaptando-se ao regime tarifário imposto.

Dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA na quinta-feira indicaram uma queda inesperada nos preços ao consumidor em março. No entanto, especialistas questionam se essa melhora na inflação será sustentável diante do cenário tarifário. A queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA após um leilão robusto de títulos de 10 anos também exerceu pressão sobre o dólar. O rendimento das notas de referência de 10 anos recuou 2 pontos base, atingindo 4,376%.

Em resposta à pausa nas tarifas americanas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a União Europeia também suspenderá suas primeiras contramedidas. O euro registrou uma alta de quase 2,47%, cotado a US$ 1,1221, atingindo seu maior valor desde julho de 2023 e protagonizando seu maior salto diário desde 2022. A libra esterlina também se valorizou, subindo 1,13% para US$ 1,29720.

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Moedas consideradas sensíveis ao risco também apresentaram fortalecimento. O dólar australiano avançou 1,24%, atingindo US$ 0,62280, enquanto a coroa sueca subiu 1,5% em relação ao dólar, cotada a 9,839 coroas.

O banco central da China, por sua vez, reduziu a taxa de referência oficial do yuan pela sexta sessão consecutiva na quinta-feira, sinalizando uma possível intenção de permitir uma depreciação gradual da moeda. Os investidores aguardam para verificar se as autoridades chinesas utilizarão a depreciação cambial como parte de sua estratégia na guerra comercial. O dólar enfraqueceu 0,49% frente ao yuan chinês negociado fora da China continental, cotado a 7,307 yuans, mas permaneceu acima da mínima recorde de 7,4288 yuans registrada na terça-feira.

Em um comentário final sobre a situação, a visão de que “ver o mundo como um jogo de soma zero não é muito útil” ressoa como um alerta para as potenciais consequências negativas de um conflito comercial prolongado.

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Fonte: Reuters