Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,22 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,83 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,76 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,11 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,37 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,26 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,02 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,12 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 122,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 137,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,31 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.176,36 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.057,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,91 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Rússia compromete-se a modificas suas regras sanitárias

<p>O país publicar em breve uma diretiva para formalizar a mudança.</p>

Redação SI (20/06/06)- Pela primeira vez desde o ressurgimento da febre aftosa em Eldorado (MS), em outubro de 2005, a Rússia, um dos maiores compradores de carnes do Brasil, comprometeu-se a modificar suas regras sanitárias, medida que pode abrandar o embargo imposto ao produto nacional e acelerar a retomada dos negócios.

Em reunião na semana passada, em Moscou, o ministro russo da Agricultura, Alexey Gordeyev, comunicou, de forma reservada, ao colega Roberto Rodrigues que passará a adotar plenamente as regras previstas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em caso de novos focos da doença, apurou o Valor. A Rússia deve publicar em breve uma diretiva para formalizar a mudança. Hoje, a despeito da regra da OIE, reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), um acordo bilateral garante aos russos o direito de bloquear por dois anos as importações de Estados com registro de aftosa e por um ano os produtos animais ou vegetais de unidades da federação vizinhas às que tiveram os focos. Já pelas regras da OIE, o Estado que teve foco e fizer abate fica seis meses sem exportar; o que não abater o gado, fica um ano sem vender ao exterior.

Rodrigues recebeu a garantia de Gordeyev durante encontro de duas horas ocorrido na última quarta-feira, na sala vip do aeroporto internacional de Moscou. Gordeyev, que chegava de visitas ao interior do país, reiterou o compromisso de enviar um missão veterinária ao Brasil para avaliar a reabertura das portas ao produto nacional. O fato de Gordeyev ter recebido o ministro Rodrigues no aeroporto foi considerado, por fontes do setor, como sinal de “pouco-caso” em relação ao Brasil.

Na visita à Rússia, o governo brasileiro entregou ao vice-diretor do Serviço Federal de Supervisão Veterinária do país, Evgueny Nepoklonov, um dossiê de 21 páginas com a cronologia de ações tomadas após os casos de aftosa no Mato Grosso do Sul e do Paraná.

O ministro russo também comunicou a Rodrigues que novos embargos não devem incluir a carne de frango, ficando restritos apenas a bovinos e suínos. Além das carnes de Mato Grosso do Sul e do Paraná, está proibida a entrada de produtos originários de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás desde 13 de dezembro de 2005.

A mudança nas regras russas era esperada pelo governo brasileiro desde o início de maio deste ano, quando uma carta do ministro Rodrigues ameaçava a Rússia, de forma velada, com um processo na OMC. Os russos estão em processo de adesão à OMC, ainda sem data para ser finalizado. Na carta, Rodrigues pedia a reabertura imediata e a reavaliação do critério russo para a importação. “Solicito sua especial atenção (…) pois as restrições ora impostas (…) não encontrariam amparo nos princípios e normas da OMC”, dizia o texto.