
A semana começou com certo desequilíbrio na praça de São Paulo, onde o mercado de suínos teve algumas alterações na manhã desta terça-feira (28/03), onde os negócios já registram R$ 63@, o que representa R$ 3,36Kg. Já em Minas Gerais, divergências fizeram com que a bolsa ficasse em aberto com a sugestão de R$3,60 para a comercialização do quilo do animal vivo.
São Paulo: Desequilibrado, preços registram variações acima do esperado
O mercado de suínos em São Paulo teve algumas alterações na manhã desta terça-feira (28/03), onde os negócios já registram R$ 63@, o que representa R$ 3,36Kg. Segundo a APCS, verificou-se ainda negócios efetuados para grandes volumes em até R$ 65@, R$ 3,47 Kg (pulverizado). Já em algumas regiões, o valor chegou a R$ 67@, R$ 3,57 Kg.
“O mercado teve algumas alterações, isso significa que está desequilibrado. Este desequilíbrio se dá devido as diferenças de R$ 4@, quando o normal é até R$2@. Isso aconteceu porque os grandes volumes, as vendas com maiores números de cabeças, estão registrando de R$63@ a R$65@ por causa da disputa na ponta do mercado atacadista e varejista pelo animal abatido. Essa disputa no mercado é grande em função do aumento da oferta, em disputa com outros Estados”, conta Ferreira Júnior, presidente da APCS.
Ferreirinha afirma que o custo da produção devido ao preço do milho ainda preocupa. “A expectativa ainda é inquieta também porque temos dois fatores a serem considerados: a macroeconomia política e o aumento do desemprego. Em curto prazo não vejo um cenário favorável”, diz. “A orientação é para que o produtor reduza o custo no que for possível”, acrescenta dizendo que uma melhora significativa é esperada para o final de abril e início de maio.
Minas Gerais: Mercado diverge e preço de R$ 3,60 fica como sugestão
Nesta segunda-feira (28/03), representantes de frigoríficos e dos produtores de suínos de Minas Gerais estiveram reunidos na sede da Asemg para discutirem o valor de comercialização do quilo do suíno vivo. Sendo assim, a bolsa de suínos do Estado sugeriu o valor de R$ 60 Kg do animal vivo.
Suinocultores explicitaram que as vendas anteriores ao feriado foram positivas e que os pesos dos animais estão abaixo do valor médio. Segundo dados do Mercominas, a maioria absoluta das comercializações (92%) ocorreram a R$ 3,50, além do preço médio da carcaça no varejo da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) ter subido 0,20% e no atacado aumentado 1,91% em relação à semana passada demostrando assim um cenário com viés de alta e pediram o valor de R$3,70 para o fechamento da Bolsa.
Segundo a Asemg, representantes dos frigoríficos discordaram com do valor solicitado e citaram que a dificuldade na comercialização, o alto número de inadimplência e as concessões necessária para a venda para grandes redes são responsáveis por um mercado bastante travado e sugeriram a permanência da Bolsa de R$3,50.
Desta forma a Bolsa ficou em aberto com a sugestão de R$3,60 para a comercialização do quilo do animal vivo em Minas. A Bolsa tem validade até o dia 04/04, quando haverá nova reunião. Presidente da Asemg, Dr. Antônio Ferraz, disse que o mercado teve uma leve reação após o período de Quaresma/Páscoa. “Sinalizamos uma alta. A expectativa é que se concretiza se não nesta semana, na próxima com certeza, alta de R$0,10Kg”, contou.











