Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,84 / kg
Soja - Indicador PRR$ 127,12 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,06 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,62 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,80 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,29 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,18 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,23 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,21 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 106,88 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 110,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 119,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 120,92 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 98,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 112,05 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,53 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,75 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.050,37 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 130,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 109,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 112,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 125,23 / cx

Economia

Pressão das proteínas e atividade aquecida mantêm projeção do IPCA acima da meta

Entenda por que o IPCA permanece em 4,9% para 2025, afetado pela alta dos preços das carnes e pela atividade econômica intensa

Pressão das proteínas e atividade aquecida mantêm projeção do IPCA acima da meta

A projeção do IPCA para 2025 permanece em 4,9%, acima do teto da meta oficial de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional. O resultado reflete a persistência de pressões inflacionárias, principalmente no grupo de alimentação, que acumulou alta de 7,3% em 12 meses até maio. O maior impacto vem das carnes: a bovina subiu, em média, 24% no período, enquanto a suína avançou 21% e a de frango, 11%. No acumulado até maio, a inflação do item “carnes” chegou a 23,5%, com destaque para a carne bovina.

Outro fator que contribui para manter a inflação elevada é o ritmo da atividade econômica. Apesar dos juros altos, o PIB segue aquecido, com crescimento de 3,5% nos quatro trimestres encerrados em março, o que sustenta o consumo e dificulta uma desaceleração mais rápida dos preços.

Por outro lado, os preços internacionais das commodities vêm caindo, e o câmbio apresentou alívio nos últimos meses, fatores que ajudam a reduzir parte da pressão sobre os preços internos. Diante desse cenário, algumas projeções para 2026 já apontam inflação em torno de 4,5%.

Ainda assim, os preços das proteínas seguem sendo monitorados com atenção. A alta dos grãos, como milho e soja, eleva os custos de ração e, combinada ao aumento do preço do boi gordo no mercado internacional, pode manter a pressão sobre as carnes. Mesmo com expectativa de uma desaceleração no ritmo de alta, esse grupo ainda representa um risco importante para o controle da inflação ao longo do ano.

“A inflação continua muito sensível a choques de oferta, principalmente no segmento de alimentos. Além disso, a atividade aquecida limita os efeitos da política monetária. Mesmo com alguma queda nas commodities e a valorização do real, ainda há pressões relevantes no curto prazo”, avalia Tânia Gofredo, economista.