Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,17 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,54 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,10 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,05 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,73 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,79 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 146,72 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 150,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 163,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 139,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 155,32 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,92 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,98 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.168,03 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.058,24 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 155,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 143,27 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 126,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,73 / cx

Economia

Prêmio Nobel Krugman vê risco de "bolha Brasil"

<p>Sobrevivência do real, infraestrutura e educação são entraves para o País ser uma superpotência econômica.</p>

Os pesados fluxos de recursos para o Brasil ameaçam o país de haver uma bolha financeira semelhante às que atingiram México, o sudeste asiático e o leste europeu, afirmou na última terça (03/12) o prêmio Nobel de Economia 2008, Paul Krugman, professor da Universidade Princeton e colunista do “The New York Times”, que participou de evento em São Paulo.

Em entrevista a jornalistas, Krugman disse que a superação da crise internacional pelo Brasil foi “uma história feliz”, mas a sobrevalorização do real, a falta de infraestrutura e o baixo nível de educação da população brasileira são entraves importantes para que o país se torne uma “superpotência econômica”.

“Dizer que o Brasil é uma boa história não é o mesmo que dizer que se tornará uma superpotência econômica no ano que vem, e é isso que os mercados estão dizendo”, declarou Krugman. O economista afirmou que o cenário econômico brasileiro “não é de apocalipse, não é a Argentina (do início da década), mas não é saudável”.

Krugman brincou ao dizer que uma das vantagens do Brasil em relação ao restante do mundo “é o fato de que vocês odeiam banqueiros”. “Nos Estados Unidos, se alguém fala em ajudar o Goldman Sachs, o cidadão médio fica preocupado, acha que é importante. Aqui, politicamente, não faz sentido.”

O prêmio Nobel elogiou o sistema bancário brasileiro, menos exposto a empréstimos de alto risco, como os que vitimaram a economia americana no ano passado, em especial no mercado imobiliário. Para ele, a parte “apocalíptica” da crise já foi superada, embora preveja novos sustos nos próximos meses – citou a possibilidade de moratória em um país báltico, o que geraria uma crise de confiança na recuperação.

Confiança excessiva – O economista se disse surpreso com o ritmo da recuperação brasileira em meio à crise detonada em setembro do ano passado. “Pela primeira vez na minha vida profissional, o Brasil entrou em uma crise e saiu melhor que o mundo”, disse. “Mas isso está levando o país a um território desconhecido. O desempenho durante a crise foi bom, mas não existe uma indicação de que o país voltará a exportar nos níveis atuais tendo uma moeda tão sobrevalorizada. O mercado está, de novo, descolando da realidade.”

Krugman, que disse investir “um pouquinho” em títulos brasileiros “porque o país está na moda”, viu risco de surgimento de bolhas de consumo internas, uma vez que os incentivos fiscais concedidos pelo governo têm data de validade. “Além disso a economia real dos Estados Unidos vai mal e deve manter taxas de juros próximas de zero por mais tempo. Isso leva dinheiro a outros mercados, como o do Brasil. Mas não vai durar para sempre”, afirmou.

O Prêmio Nobel prevê que a economia dos EUA terá crescimento de modestos 2% em 2010 e, ao contrário de muitos especialistas, projeta um ano “fraco globalmente”. “Espero estar errado e que não venha mais um grande choque em breve. O risco é que aconteça como no Japão, que teve uma década perdida, mas em um número ainda maior de países”, disse.