Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,41 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,60 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,26 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,59 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,11 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,93 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,00 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,70 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 123,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,39 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,91 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,28 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,48 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.045,71 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Exportação

Ministério da Agricultura atende frigoríficos e reduz prazos de certificação sanitária

Ministério da Agricultura atende frigoríficos e reduz prazos de certificação sanitária

Em resposta a solicitações da indústria de carnes, o Ministério da Agricultura decidiu reduzir os prazos para a emissão de certificados sanitários essenciais para a exportação de produtos de origem animal e itens de alimentação animal, como farinhas e sal mineral.

A medida, que diminui o tempo de concessão de certificação de 15 para 5 dias para produtos destinados à alimentação animal e de 5 para 4 dias para produtos de origem animal, surge em meio a uma mobilização de mais de dois meses dos auditores fiscais federais agropecuários, impactando as operações nos abatedouros.

A alteração, que atende diretamente a um pedido formalizado em 15 de março pelos frigoríficos, ocorre em um contexto de tensões entre o setor produtivo e os auditores fiscais, que alertam para possíveis atrasos e prejuízos em outras atividades dependentes da fiscalização.

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) expressou preocupação com a mudança, argumentando que a redução dos prazos pode comprometer a análise dos certificados e a credibilidade do sistema de inspeção brasileiro, reconhecido internacionalmente.

A decisão do ministério prevê a aprovação tácita dos certificados sanitários de exportação caso não sejam analisados dentro do prazo estipulado. Essa medida tem sido criticada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que argumentam que a média histórica de emissão dos certificados é de 2,8 dias.

O Dipoa e o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) expressaram preocupações quanto à segurança dos produtos exportados e aos acordos comerciais internacionais, citando o embargo da União Europeia aos pescados brasileiros desde 2017 como exemplo dos riscos associados à certificação sem verificação adequada.

Enquanto a indústria defende a modernização do sistema de inspeção e a otimização do papel dos médicos veterinários, os auditores fiscais agropecuários destacam as dificuldades impostas pela nova diretriz e continuam mobilizados por melhores condições de trabalho, apesar do Ministério da Agricultura anunciar um déficit de 1,6 mil auditores no país.