Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,22 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,83 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,76 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,11 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,37 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,26 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,02 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,12 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 122,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 137,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,31 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,16 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.176,36 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.057,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,91 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Exportação do Brasil aos países árabes bate novo recorde mensal

<p>As exportações do Brasil para os países árabes bateram um novo recorde em outubro.</p>

Redação (17/11/06) – Elas renderam US$ 730,6 milhões, um aumento de 57% em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do governo federal. O principal motor do crescimento foi o agronegócio, pois sozinhas as vendas do setor para a região somaram US$ 540,3 milhões, 85% a mais do que em outubro de 2005, de acordo com informações do Ministério da Agricultura.

A mercadoria que mais influenciou o desempenho no mês foi o açúcar. As vendas da commodity para os árabes renderam US$ 325,5 milhões, um crescimento de quase 170% em relação a outubro do ano passado. “O produto brasileiro deverá cada vez mais ocupar o espaço que antes era abastecido pelo açúcar europeu”, disse o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Antonio Sarkis Jr.

Em sua avaliação, o desempenho já reflete a decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) que limitou as exportações de açúcar da UE a 1,4 milhão de toneladas anuais. A OMC concluiu que o bloco causava distorções no comércio mundial do produto, principalmente por causa dos subsídios governamentais concedidos aos produtores locais.

Em entrevista recente à ANBA, o economista da Organização Internacional do Açúcar (OIA), Leonardo Bichara Rocha, disse que a limitação das vendas externas da UE deveria reforçar ainda mais a posição do Brasil como principal fornecedor da commodity ao Oriente Médio e Norte da África. Como a Europa vende açúcar refinado para estas regiões, com a expectativa da entrada em vigor da decisão da OMC, países árabes passaram a investir em refinarias e na compra de açúcar bruto do Brasil.

“Isto deverá tornar mais estável o comércio do açúcar entre o Brasil e os países árabes, pois se estes países estão investindo em refinarias precisam garantir seu fornecimento, e o Brasil tem grande oferta”, afirmou Sarkis. Segundo ele, empresários árabes estão buscando parcerias de longo prazo com produtores brasileiros e até estudando investimentos em usinas.

Mas não foram só as vendas de açúcar que tiveram um bom desempenho, as de carnes (bovina e de frango) subiram 39% e chegaram a US$ 158,6 milhões. O crescimento foi puxado pela carne bovina, já que o consumo mundial de frango está em baixa.

A pauta de produtos agropecuários exportados aos árabes é extensa e outros também tiveram forte aumento, como o café, cujas exportações renderam US$ 9,7 milhões em outubro (crescimento de 35,6%), bovinos vivos (US$ 6,5 milhões, 171% a mais), sucos de frutas (US$ 1,56 milhão, 128% a mais) e cereais, farinhas e preparações (US$ 5,8 milhões, 1.520% a mais).

“Os dois grandes responsáveis pelo aumento das exportações são o açúcar e a carne, mas existem novos produto se destacando e que devem ganhar ainda mais espaço, como o suco de laranja”, afirmou Sarkis.

Outras mercadorias que tiveram peso na pauta em outubro foram o minério de ferro, vergalhões de ferro e aço, caminhões, tratores de lagartas e outros veículos de serviço, farelo de soja, alumina calcinada, milho, chapas e tiras de alumínio, fumo e chassis com motor para veículos de transporte de pessoas e de carga.

Os principais mercados no mês foram os Emirados Árabes Unidos, que aumentaram as compras em 172%, chegando a US$ 176,8 milhões, Arábia Saudita (US$ 147,6 milhões, mais 18,7%), Egito (US$ 107 milhões, 61,3% a mais), Argélia (US$ 53,5 milhões, mais 188%) e Iraque (US$ 38 milhões, 229% a mais).

Mais do que no ano passado No acumulado de janeiro a outubro, as exportações do Brasil aos países árabes chegaram a US$ 5,259 bilhões e ultrapassaram o total do ano passado, que foi de US$ 5,207 bilhões. Houve um crescimento de 22,9% em comparação com os primeiros 10 meses de 2005. As vendas do agronegócio renderam US$ 3,52 bilhões, 22,4% a mais do que no mesmo período do ano passado, tendo como principais destaques também o açúcar e a carne.

Na soma dos 10 meses, no entanto, produtos industrializados também tiveram destaque, como os aviões fabricados pela Embraer. A companhia começou a entregar as encomendas de 15 jatos regionais Embraer 175 feitas pela Saudi Arabian Airlines e depois fechou contratos de venda de aeronaves comerciais com a Royal Jordanian e com a EgyptAir. A empresa recebeu pedidos também de aviões executivos de clientes a região.

Os principais destinos no período foram Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Argélia e Marrocos. Para Sarkis, as exportações aos árabes deverão ultrapassar os US$ 6 bilhões até o final do ano, dentro da previsão feita pela Câmara Árabe no início de 2006 de um crescimento de 20% em comparação com 2005.

As importações de produtos dos países árabes, por sua vez, somaram US$ 4,65 bilhões nos 10 primeiros meses do ano, um aumento de 8,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. No mês de outubro somente, as importações foram de US$ 576,7 milhões, 34% a menos do que no mesmo mês de 2005. Os principais produtos comprados pelo Brasil da região são petróleo, naftas, óleo diesel, querosene de aviação e fertilizantes.