Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 135,76 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 142,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,85 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,46 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,23 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,33 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,29 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 97,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 97,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 107,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 104,71 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 89,57 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 100,92 / cx
Frango - Indicador SPR$ 8,07 / kg
Frango - Indicador SPR$ 8,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.183,57 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.046,53 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 89,09 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 82,99 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 99,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 121,33 / cx

Alta do milho

Criadores querem incentivos

Os impactos do alto preço do milho e da soja e a falta de segurança no campo foram citados como os dois principais fatores para justificar a crise na suinocultura e avicultura mineira

Criadores querem incentivos

Os impactos do alto preço do milho e da soja e a falta de segurança no campo foram citados como os dois principais fatores para justificar a crise na suinocultura e avicultura mineira. Produtores e entidades civis pediram incentivos por parte do governo estadual em reunião conjunta das Comissões de Desenvolvimento Econômico e de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (14/06).

O presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Antônio Ferraz de Oliveira, citou perda média de R$ 100 a R$ 120 por animal comercializado devido ao aumento do custo do suinocultor.

“A suinocultura é uma das atividades mais importantes do Estado. Enquanto o preço da carne de porco não foi impactado pela inflação acumulada, o milho aumentou 60% de janeiro a maio desse ano, em relação ao mesmo período do ano passado”. Ele julgou imprescindível a ajuda do governo para a compra dos grãos.

O presidente da Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig), Antônio Carlos Vasconcelos Costa, chamou as cotações do milho e da soja de “estratosféricas e irreais” e disse ter certeza de que a oferta de carnes e ovos será impactada.

“O capital de giro das empresas e produtores já não existe mais. O governo deveria criar uma ferramenta de controle das vendas futuras, para termos uma noção de como estará o mercado. O desequilíbrio produtivo prejudicará a todos, inclusive, futuramente, os vendedores de grãos. É preciso incentivar o plantio do milho, aumentar a produção para atender a demanda a preços mais razoáveis”, afirmou Antônio Carlos.

O superintendente técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Altino Rodrigues Neto, reforçou que a entidade está trabalhando desde o primeiro trimestre para tomar medidas a favor dos produtores rurais, semelhantes às tomadas no Sul do País. “Eles diminuíram o ICMS na entrada do milho na região e reduziram a base de cálculo do ICMS de saída de suínos vivos para outros estados. Em março, a Faemg protocolou junto ao governo pedido de equiparação desses incentivos. Queremos evitar um desequilíbrio”.

A gerente técnica da Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg), Bárbara Barroso Vieira, falou do drama vivido por alguns avicultores. “É grande o impasse enfrentado pelos produtores, já que o acesso ao crédito para pagar as contas e regularizar a situação está bastante dificultado. As granjas estão enfrentando muitas dificuldades para fechar cada mês”.