Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,10 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,36 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,09 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,08 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,79 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,76 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 146,68 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 150,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 163,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 139,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 155,32 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,99 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.172,98 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.058,60 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 155,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 142,31 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 126,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,73 / cx

Brasil e China assinam quatro acordos para reforçar aliança

<p>Entre os acordos, há um protocolo para importação e exportação de carne suína não-processada.</p><p></p>

Redação SI (23/03/06)- China e Brasil assinaram hoje, durante a visita do vice-presidente José Alencar a Pequim, quatro acordos que reforçarão a colaboração bilateral nos setores agrícola, de telecomunicações, financeiro e cultural.

Uma carta de intenções entre o Ministério de Agricultura do Brasil e a Administração chinesa Geral de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AQSIQ, na sigla em inglês) estabelece as bases para a negociação de um protocolo para importação e exportação de carne suína não-processada.

Foi assinado também um pré-acordo para promover a cooperação em informação, telecomunicação e informática, e outro que cria um mecanismo de diálogo sobre questões financeiras entre o Ministério de Finanças chinês e o da Fazenda brasileiro.

No âmbito cultural, um programa acertado hoje definirá a pauta para a cooperação cultural e educacional entre 2006 e 2008, embora os detalhes não tenham sido divulgados.

O vice-presidente José Alencar e seu colega chinês, Zeng Qinghong, assinaram os documentos no Grande Palácio do Povo após uma reunião bilateral entre os dois líderes.

“Estou convencido de que, com sua visita, poderemos promover o desenvolvimento da aliança estratégica entre nossos países de forma constante, consistente e saudável”, declarou Zeng ao receber Alencar em Pequim.

Já o vice-presidente se disse “fascinado” com o desenvolvimento da China, país que visitou há uma década como empresário, e elogiou a iniciativa e o empenho da nação chinesa.

Pela manhã, Alencar manifestou sua expectativa de que o Brasil conheça melhor o exemplo dado pela China e realize os ajustes internos necessários para poder decolar, como a melhoria de infra-estruturas e a simplificação do sistema tributário, para atrair mais investimento.

É preciso acabar com “os fatores que perturbam o desenvolvimento econômico nacional”, disse o vice-presidente, segundo assessores próximos.

Alencar, que passeou hoje pela Cidade Proibida, visitou também uma escola modelo para conhecer a situação educacional na China e fez uma doação de livros sobre o Brasil escritos em mandarim.

José Alencar se reuniu com o presidente da Assembléia Nacional Popular chinesa (poder legislativo), Wu Bangguo, para instalar a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível criada em 2004, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China.

A Comissão, que se reunirá amanhã pela primeira vez, é um fórum para estimular as relações entre os dois países que, também em 2004, firmaram uma “aliança estratégica”.

Na agenda bilateral, há questões econômicas como as desavenças sobre o preço do minério de ferro entre o Governo chinês e a Companhia Vale do Rio Doce, além da manutenção dos acordos assinados por Lula em matéria de turismo, soja e carne.

“O presidente veio há pouco tempo. Há coisas que precisam de tempo para amadurecer”, disse Alencar.