
País europeu pretende implementar a medida até 2026, seguindo exemplo de outras nações que já proibiram a prática.
A Holanda anunciou que pretende eliminar o abate de pintinhos machos de raças poedeiras até 2026. A medida faz parte de um plano elaborado em conjunto pela indústria de ovos, o Ministério da Agricultura e a Sociedade Holandesa para a Proteção dos Animais (De Dierenbescherming).
Tecnologia e alternativas:
A ministra da Agricultura, Femke Marije Wiersma, afirma que a indústria está tecnicamente preparada para abolir a prática, já que os incubatórios holandeses instalaram equipamentos de determinação de gênero. No entanto, ela aponta que outras alternativas também podem ser consideradas, como a criação de pintinhos machos para produção de carne ou o uso de raças de dupla finalidade.
Desafios:
Apesar do avanço tecnológico, o mercado ainda precisa se adaptar à mudança. Será necessário aumentar a demanda por ovos “Sem Matar Pintinhos Machos de um Dia” (ZED) e os consumidores precisam estar dispostos a pagar mais por esses produtos. Discussões estão em andamento com supermercados, setor de alimentação e indústria de processamento de alimentos para estimular a demanda.
Custos:
Um estudo da Wageningen Social & Economic Research estima que a mudança para a produção de ovos ZED aumentará o custo de produção em 0,015 euros (US$ 0,016) por ovo, em comparação com os ovos sexados sem gênero.
Mercado internacional:
A medida se aplicará aos ovos vendidos nos mercados holandês e alemão, principal destino de exportação dos ovos holandeses. No entanto, não há informações sobre se a mudança se estenderá aos ovos vendidos em outros mercados.
Impacto:
Estima-se que a abolição do abate de pintinhos machos na Holanda evitará a morte de 6 a 7 milhões de animais na eclosão.
A iniciativa da Holanda é um passo importante na promoção do bem-estar animal na indústria de ovos e se junta a outras nações, como Alemanha e França, que já implementaram medidas semelhantes. A expectativa é que a pressão por práticas mais éticas na produção de alimentos continue a crescer e inspire outros países a adotarem medidas semelhantes.
Referência: WATTagnet











