
A pirataria de sementes de soja no Brasil gera prejuízos de 10 bilhões de reais por ano no país, segundo estudo da CropLife Brasil e da consultoria de agronegócios Celeres Consultoria divulgado na quarta-feira (2).
Os resultados do estudo no Brasil, o maior produtor e exportador mundial de soja, ressaltam os desafios enfrentados pelas empresas de sementes, produtos químicos e biotecnologia que fazem negócios aqui.
O país, que compete com os Estados Unidos e a Argentina nos mercados mundiais, vende a maior parte de sua soja para processamento na China.
Sementes de soja pirateadas ocupam 11% da área semeada com soja no Brasil, descobriu o estudo após analisar dados de plantio da temporada 2023/24. Naquele momento, a área total plantada com soja era de 46,15 milhões de hectares (114,039 milhões de acres), mostram dados da agência nacional de safras Conab.
A área de soja do país na safra 2024/2025 é de 47,45 milhões de hectares.
Aproximadamente 1 bilhão de reais podem ser perdidos em impostos nos próximos 10 anos devido à pirataria de sementes, estima a pesquisa. Além disso, o combate à pirataria de sementes pode contribuir para aumentar os investimentos para melhorar as variedades de sementes em 900 milhões de reais na próxima década, de acordo com o estudo.
A Croplife representa empresas de sementes, empresas de biotecnologia e produtores de pesticidas e bioinsumos.
Fonte: Reuters










