
A Granja Econômica, uma das principais produtoras de ovos férteis do país, com mais de 70 anos de atuação, concluiu sua primeira emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), no valor de R$ 32 milhões. A operação tem prazo de 5 anos e custo de CDI + 4% ao ano.
O objetivo da captação é fortalecer sua estrutura de capital, promovendo uma gestão financeira mais robusta, com maior equilíbrio entre prazos e custos da dívida. De acordo com a companhia, os recursos serão destinados ao alongamento de passivo, além de contribuir para a sustentabilidade financeira e apoiar os projetos de expansão.
“Esse é um marco importante na nossa trajetória. Após dois anos de intenso trabalho na estruturação da governança, auditoria dos demonstrativos e profissionalização da gestão de uma empresa de origem familiar, ingressamos no mercado de capitais, o que nos permite acessar fontes de financiamento mais estruturadas e alinhadas com o ciclo do nosso negócio. Fortalecemos nossa liquidez, alongamos prazos e seguimos comprometidos em crescer com eficiência e responsabilidade”, destaca Dennis Dijkinga, CEO da Granja Econômica.

A operação, estruturada em parceria com a BSide, contou com o apoio de players estratégicos do mercado financeiro. O CRA foi distribuído para um pool diversificado de investidores, incluindo fundos de investimento, family offices, bancos e investidores institucionais.
Esse movimento marca o início de uma nova etapa na estratégia financeira da companhia. Segundo Paulo Pesch, CFO da Granja Econômica, a empresa já estuda uma segunda emissão, prevista para ocorrer até o final deste ano, possivelmente no dobro do volume — cerca de R$ 60 milhões —, com o objetivo de obter ainda mais robustez na estrutura de capital e reforçar o caixa, garantindo ainda mais solidez para capturar as oportunidades do mercado.
A emissão do CRA consolida mais um avanço na profissionalização da gestão financeira da Granja Econômica e reflete a crescente integração do agronegócio com o mercado de capitais.











