
A segunda-feira traz um panorama preocupante vindo do Oriente. Um relatório consolidado aponta que a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) está avançando em múltiplos frentes na Ásia, atingindo desde o Oriente Médio (Iraque e Israel) até o Extremo Oriente (Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Filipinas).
O impacto no mercado já é visível. Na Coreia do Sul, a disseminação do vírus (que atingiu 34 focos desde outubro e identificou pela primeira vez a variante H5N9 em aves domésticas) desabasteceu o mercado local. Para conter a crise, o governo coreano anunciou a importação emergencial de 2,24 milhões de ovos frescos dos EUA ainda em janeiro. No Japão, a situação é crítica: já são 13 surtos desde o outono, resultando na perda de 3,87 milhões de aves.
Nas Filipinas, a situação se agravou rapidamente com a confirmação de 10 novos surtos em apenas 10 dias, concentrados na ilha de Luzon e envolvendo tanto o vírus H5N1 quanto o H5N8. Já em Taiwan, um lote de quase 60.000 poedeiras foi eliminado no condado de Chiayi, somando-se aos prejuízos da região.
Em todas as ocorrências recentes, seja no sudeste asiático ou no Oriente Médio, as autoridades apontaram o contato com aves silvestres ou equipamentos contaminados (fômites) como a principal via de infecção, reforçando a necessidade de isolamento total das granjas comerciais.
No Oeste Asiático, o Iraque (que proibiu importações na semana passada) e Israel confirmaram o ressurgimento do vírus em poedeiras e patos.
Para o Brasil, o cenário asiático indica duas coisas:
1) A pressão viral global é altíssima, exigindo biosseguridade de guerra;
2) Haverá lacunas de oferta de proteína e ovos na Ásia que precisarão ser supridas por países livres da doença.
Referência: Watt Poultry












