
A organização francesa da indústria de ovos, CNPO, decidiu por unanimidade rescindir o acordo interprofissional de financiamento da sexagem obrigatória de ovos in-ovo, quase um ano antes da data oficial de expiração. A medida, que era controversa, visa simplificar o sistema de custeio e garantir a sustentabilidade da prática.
A França foi um dos primeiros países da União Europeia a tornar obrigatória a sexagem in-ovo em 2022, para evitar o abate em massa de pintinhos machos. Para cobrir os custos anuais estimados em mais de €40 milhões, havia um acordo com grandes supermercados para aplicar um suplemento voluntário de €0,39 por 1.000 ovos. No entanto, os varejistas demonstravam relutância em cumprir sua parte devido à intensa guerra de preços no setor alimentício.
Novo Modelo de Custeio
A CNPO substituiu unilateralmente o sistema anterior por um novo modelo em que os custos da sexagem in-ovo serão diretamente integrados aos custos de produção para os produtores de aves. Os custos serão incluídos no índice de custos de produção do Instituto de Pesquisa da Indústria Avícola Itavi. Dessa forma, os produtores terão a liberdade de repassar esses custos para cada elo da cadeia de suprimentos até o consumidor final.
Yves-Marie Beaudet, presidente da CNPO, classificou a decisão como “responsável e corajosa”, afirmando que ela simplificará o sistema e garantirá a sustentabilidade da abordagem de bem-estar animal, em linha com as expectativas dos consumidores. Beaudet destacou o pioneirismo do setor na implementação da sexagem de ovos e seu plano de ter 90% das galinhas em granjas alternativas até 2030. Atualmente, quase 75% das galinhas na França já vivem fora de gaiolas enriquecidas, bem acima da média europeia de 39%.
Referência: Poultry World











