
O setor de aves e ovos ocupa posição estratégica na economia paulista, impulsionado pela elevada geração de valor agregado, dinamismo produtivo e forte integração com a agroindústria. A avicultura de corte e a produção de ovos estruturam cadeias organizadas, altamente tecnificadas e com rigoroso padrão sanitário, conectando produtores rurais, fábricas de ração, frigoríficos, centros de distribuição e o varejo.
Segundo a coordenadora da Comissão Técnica de Avicultura e Suinocultura da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Cristina Nagano, o acordo entre União Europeia e Mercosul, assinado em janeiro e que cria um mercado potencial superior a 700 milhões de consumidores, tende a ampliar oportunidades para o setor. Para ela, o acordo representa um espaço relevante para a troca de experiências com produtores europeus e pode abrir caminhos importantes, especialmente para a exportação de ovos à União Europeia. Cristina ressalta ainda que a ampliação das exportações de frango fortalece toda a cadeia do agronegócio brasileiro.
O ecossistema de aves e ovos movimenta bilhões de reais anualmente, gera milhares de empregos diretos e indiretos e contribui de forma expressiva para o Produto Interno Bruto do agronegócio paulista, além de estimular o desenvolvimento de municípios do interior onde a atividade é base econômica. Em 2025, a produção de ovos em São Paulo alcançou 16,7 bilhões de unidades, com faturamento estimado em R$ 7,2 bilhões. O estado concentrou cerca de 35% do mercado nacional e exportou mais de 15 mil toneladas, gerando US$ 60,2 milhões, com destaque para destinos como Japão, Estados Unidos e México.
Além do peso econômico, o setor exerce papel central na segurança alimentar e na competitividade das exportações paulistas. A carne de frango e os ovos são fontes de proteína de alto valor nutricional e custo relativamente acessível, fundamentais para o abastecimento do mercado interno. Paralelamente, a eficiência produtiva, a rastreabilidade e o rigor sanitário consolidam São Paulo como polo relevante de processamento e comercialização, fortalecendo a presença brasileira no comércio internacional de proteínas animais. Dessa forma, aves e ovos sustentam renda e emprego no campo e posicionam o estado como referência em tecnologia, sanidade e gestão na produção de alimentos.
Referência: FAESP











