Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 135,76 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 142,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,85 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,46 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,23 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,33 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,29 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 97,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 97,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 107,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 104,71 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 89,57 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 100,92 / cx
Frango - Indicador SPR$ 8,07 / kg
Frango - Indicador SPR$ 8,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.183,57 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.046,53 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 89,09 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 82,99 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 99,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 121,33 / cx

Peixes

Novas Espécies de Characidium são descobertas no nordeste brasileiro

Novas Espécies de Characidium são descobertas no nordeste brasileiro

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA) identificaram possíveis novas espécies de peixes do gênero Characidium, popularmente conhecidos como charutinhos ou mocinhas. O estudo, publicado na revista Systematics and Biodiversity, lança luz sobre a diversidade desses peixes na região Neotropical, com implicações significativas para a taxonomia e conservação da fauna aquática.

A equipe analisou mais de 4.400 exemplares coletados em rios do Nordeste brasileiro, abrangendo as ecorregiões da Caatinga Nordeste, Mata Atlântica Nordeste, Drenagens Costeiras, Parnaíba e São Francisco. No total, 15 espécies foram identificadas, das quais dez já eram conhecidas pela ciência, enquanto quatro dependem de análises moleculares adicionais para confirmação. Uma delas é certamente uma nova espécie.

Segundo Leonardo Oliveira Silva, pós-doutorando e autor principal do estudo, espécies de Characidium apresentam uma semelhança morfológica tão grande que a diferenciação só pode ser feita com análises detalhadas. Silva conduziu a pesquisa durante seu doutorado, em colaboração com a professora Angela Zanata, da UFBA. Este foi o maior levantamento já realizado sobre o grupo, utilizando métodos morfológicos e genéticos.

O estudo também revelou discrepâncias genéticas importantes. Por exemplo, foi encontrada uma distância genética menor que 2% entre as espécies Characidium bimaculatum e Characidium deludens, embora apresentem morfologias distintas. Esse achado desafia os critérios tradicionais para delimitação de espécies, evidenciando a complexidade evolutiva desses peixes.

A pesquisa ainda indicou uma conexão genética entre algumas espécies do Nordeste e outras da América do Sul, como as das bacias do Alto Paraná e Tocantins-Araguaia, sugerindo possíveis migrações entre bacias hidrográficas em períodos de conexão.

Com esses resultados, a equipe pretende expandir as análises para rios de toda a América do Sul, com o objetivo de elaborar a filogenia mais completa do gênero Characidium. Graças a colaborações com pesquisadores internacionais, os cientistas estão obtendo amostras de tecidos de peixes de várias partes do continente para resolver questões fundamentais sobre a evolução desse grupo.

Fonte: Unesp/Canal Rural