Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,72 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,71 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.578,12 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.493,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
Destaque Todas Páginas
Regulamentação

Debate no Congresso aponta necessidade de marco legal moderno para pesca e aquicultura no Brasil

Debate sobre a reforma da política de pesca e aquicultura no Brasil aponta para a importância de um marco legal moderno

Compartilhar essa notícia
Ilha da Torotama é reconhecida como território tradicional pesqueiro no sul do Rio Grande do Sul

A Comissão de Meio Ambiente promoveu uma audiência para discutir a reformulação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e da Aquicultura, reacendendo um debate considerado estratégico para o futuro do setor no país. O encontro reuniu especialistas, representantes do poder público, pescadoras artesanais e lideranças da cadeia produtiva, que avaliaram os limites do modelo atual e defenderam mudanças estruturais na legislação.

Um dos principais pontos levantados foi a diferenciação clara entre pesca extrativa e aquicultura. De acordo com os participantes, tratar as duas atividades sob as mesmas regras tem gerado entraves técnicos, jurídicos e administrativos, uma vez que se trata de sistemas produtivos distintos, com impactos ambientais, necessidades regulatórias e dinâmicas econômicas próprias.

Durante o debate, representantes do setor produtivo afirmaram que a atualização do marco legal é essencial para dar segurança jurídica, incentivar investimentos e permitir o avanço tecnológico da aquicultura brasileira, que hoje enfrenta dificuldades regulatórias incompatíveis com o nível de desenvolvimento já alcançado em algumas cadeias, como a piscicultura continental e a maricultura.

Outro ponto central da audiência foi a inclusão social. Lideranças destacaram a importância de assegurar a participação efetiva das comunidades tradicionais na construção da política pública, reconhecendo o papel histórico, econômico e cultural da pesca artesanal em diversas regiões do país. A necessidade de mecanismos específicos de proteção social, acesso a crédito, assistência técnica e políticas diferenciadas também foi ressaltada.

A presença feminina no setor ganhou destaque nas discussões. As participantes defenderam que a nova política reconheça formalmente a atuação das mulheres, tanto na pesca quanto na aquicultura, valorizando sua contribuição na produção, no beneficiamento e na organização comunitária, áreas muitas vezes invisibilizadas pelas estatísticas oficiais.

Especialistas alertaram ainda que a ausência de uma política atualizada pode comprometer o ordenamento do setor, gerar sobreposição de competências entre órgãos públicos e aumentar os conflitos regulatórios. Para eles, separar claramente pesca e aquicultura dentro da política nacional é um passo fundamental para garantir sustentabilidade ambiental, eficiência produtiva e desenvolvimento regional.

Assuntos Relacionados
Aquiculturaboletimaqlegislaçãopesca
Mais lidas

Relacionados

Suinocultura Industrial 332
SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344