
O agronegócio brasileiro está ganhando destaque no cenário mundial graças à inovadora integração de culturas, especialmente entre cana-de-açúcar e milho. Essa prática, única no Brasil, tem chamado a atenção internacional e impulsionado a competitividade do país no mercado global. Para Caio Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), essa integração era considerada impossível no passado devido a pragas comuns entre as culturas.
O avanço tecnológico, entretanto, permitiu não apenas a coexistência, mas também uma sinergia produtiva entre cana e milho.
Etanol brasileiro: mais competitivo e sustentável
A integração cana-milho resultou em um etanol brasileiro com pegada de carbono significativamente menor que o americano. Além disso, o processo gera subprodutos valiosos, como o DDG (Grãos Secos de Destilaria) e utiliza a fibra da cana-de-açúcar como fonte de energia, eliminando a necessidade de importação energética.
O representante da entidade afirma que essa abordagem inovadora tem despertado o interesse de países como a China, que reconhece o potencial da integração agroindustrial brasileira. O desenvolvimento do etanol de segunda geração pela Raizen, com participação de uma empresa chinesa, é outro exemplo do avanço tecnológico do setor.
Investimentos e expansão do agronegócio
O Brasil tem atraído investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento para o agronegócio tropical. A John Deere inaugurou em Itaituba um centro de pesquisas voltado para o mundo tropical, enquanto a Bosch está expandindo sua atuação no setor agrícola brasileiro.
Para a Abag, esses desenvolvimentos indicam que o agronegócio brasileiro está no caminho certo em termos de estratégia, com inovações que prometem fortalecer ainda mais a posição do país como potência agrícola mundial.
Fonte: CNN











