Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,87 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,05 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,11 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,25 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,20 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 138,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 148,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 150,38 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 142,37 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,14 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,84 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.056,96 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 141,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 127,98 / cx

Comércio Internacional

Carne por trigo

Brasil vai "trocar" carnes por mais trigo da Rússia. Missão está no país para solucionar embargo temporário às carnes brasileiras.

Carne por trigo

O governo brasileiro fechou ontem, em Moscou, um pacto com autoridades russas para acelerar a reabilitação de 29 unidades industriais nacionais impedidas de vender, desde o fim de abril, produtos de carnes bovina, suína e de frango nos mercados da união aduaneira da Rússia, Cazaquistão e Belarus.

Pelo acordo, o Ministério da Agricultura deve autorizar a ampliação das importações de trigo russo em troca da adoção do conceito de “equivalência” das regras sanitárias e fitossanitárias entres os dois países e as três nações asiáticas. O Brasil também negocia um acordo para submeter decisões sanitárias a discussões bilaterais prévias entre técnicos dos dois países.

Atualmente, o desembarque de trigo russo no país está limitado aos portos da região Nordeste. O governo “reservou” esse mercado nacional ao produto russo. A partir desse acordo, a ser detalhado hoje em reunião bilateral na capital russa, o Brasil passará a autorizar a entrada do trigo da Rússia em portos da região Sudeste – o Sul do país continuará a ser abastecido pelo produto da Argentina.

“Eles pediram uma atenção especial para acelerar a análise de risco do trigo. Só tinha isso para Nordeste. Agora, também vai ser autorizado desembarcar esse trigo até São Paulo”, informou o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, ao Valor. Em Moscou, ele integra missão oficial liderada pelo vice-presidente da República, Michel Temer.

A Rússia é o principal mercado para as carnes brasileiras. Desde abril, industriais e autoridades brasileiras têm tentado, sem sucesso, reabrir o mercado do parceiro comercial. Agora, parece que as conversas, conduzidas pelo vice-presidente Michel Temer e o presidente russo Vladimir Putin, chegaram a um consenso. “Hoje, vamos debater as regras de equivalência sanitária, usando um princípio que não está escrito”, afirmou Jardim. Antes de adotar medidas como a proibição de vendas, “ações técnicas” serão discutidas em “debates técnicos”.

Nos bastidores, o governo avalia que estão ultrapassados alguns argumentos técnicos usados pelos veterinários russos para restringir a venda de carnes brasileiras. Por exemplo, os russos exigem o uso de um “pedilúvio” em frigoríficos. No passado, isso era usado como uma barreira sanitária nas plantas industriais. Hoje, o modelo de defesa sanitária adotado no Brasil é, segundo o governo, “muito mais avançado e eficiente” do que o sistema de banho obrigatório dos pés. “Mas eles consideram isso como não cumprimento das regras deles”, afirmou uma fonte do governo.

O assunto sanitário ganhou peso e relevância ao ser levado pelo vice-presidente Michel Temer à Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN). Na “declaração conjunta” firmada ontem, Temer e Putin expressaram “satisfação” com o desenvolvimento da cooperação bilateral na área da agricultura. Em linguagem diplomática, ofereceram as bases do acordo: “Decidiram intensificar as consultas regulares sobre questões de segurança alimentar e concordaram em dar prioridade, de forma recíproca, a solicitações de registro e de habilitação, tanto de produtos quanto de estabelecimentos”, declararam ambos.