Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,17 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,54 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,10 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,05 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,73 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,79 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 146,72 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 150,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 163,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 139,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 155,32 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,92 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,98 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.168,03 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.058,24 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 155,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 143,27 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 126,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,73 / cx

Economia

Arroba do boi alto abre espaço para outras proteínas

Hoje o setor se depara com valorização da terra e forte elevação dos custos de mão de obra e de aplicação de novas tecnologias.

Arroba do boi alto abre espaço para outras proteínas

O preço da arroba do boi está bom, mas a rentabilidade do setor não passa de 1,9% ao ano. Isso ocorre porque o setor enfrenta uma realidade bem diferente da de há alguns anos, quando o diferencial brasileiro eram a disponibilidade de terra barata e os custos baixos na produção.

 Hoje o setor se depara com valorização da terra e forte elevação dos custos de mão de obra e de aplicação de novas tecnologias.

 A saída são ganhos de produtividade, inovação na produção e incorporação de atividades como integração pecuária-lavoura-floresta.

 Mas tudo isso exige investimento, e a baixa taxa de retorno deixa o pecuarista sem fôlego para a aplicação de mais capital no setor.

 Sem investimentos, não há ganho de produtividade e melhora na produção. A tendência é o setor fica menor e a carne bovina encarecer ainda mais para o consumidor.

 Essa valorização da carne bovina fará com que ela perca espaço para as proteínas de frango, suínos e peixe.

 “É um círculo perigoso e vicioso”, segundo José Vicente Ferraz, diretor da Informa Economics FNP, tradicional consultoria no setor.

 O cenário atual da pecuária está muito mais desafiador, segundo Ferraz. O pleno emprego do Brasil abre novas possibilidades para o trabalhador do campo, principalmente para os jovens, que preferem as cidades.

 As novas tecnologias utilizadas no campo exigem profissionais mais bem preparados, e os salários pagos são acima até dos da cidade.

 Outro fator de custos para a pecuária é a valorização das terras, hoje disputadas com a produção de grãos.

 O crescimento da pecuária por meio de ganhos de produtividade ou ampliação de área –esta cada vez mais difícil de ocorrer– só virá se o pecuarista enxergar um rendimento aceitável em relação ao dos demais investimentos, segundo Ferraz.

 A alternativa de crescimento do setor é um ganho de produtividade. Caso contrário, a pecuária de corte corre o risco de perder espaço no agronegócio brasileiro. “É fazer mais com menos”, diz o diretor da Informa Economics.