Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,39 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,13 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,49 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,87 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,58 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,89 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 165,50 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,67 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.165,62 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,13 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 173,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 162,79 / cx

China

Parecer jurídico aponta baixo risco em sistema de cotas para exportação de carne à China

O documento conclui que o sistema de cotas para exportação de carne à China é juridicamente defensável e socialmente apropriado

Parecer jurídico aponta baixo risco em sistema de cotas para exportação de carne à China

O parecer jurídico elaborado por Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, a pedido da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), conclui que a proposta de criação de um sistema de cotas para exportação de carne bovina à China é juridicamente defensável, com baixo risco de contestação na Organização Mundial do Comércio (OMC) e probabilidade ainda menor de judicialização no Brasil. Segundo o documento, a medida é “socialmente apropriada” por preservar a viabilidade de frigoríficos, produtores e trabalhadores diante de um choque externo no comércio internacional.

A análise sustenta que não há objeção legal à implementação de uma regulação estatal para monitorar os volumes exportados ao mercado chinês, nem violação de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. O parecer destaca que uma lei de 1966 autoriza a Câmara de Comércio Exterior (Camex) a distribuir cotas em situações de salvaguarda e afirma que a proposta é compatível com acordos multilaterais, incluindo as regras da OMC. O modelo sugerido replica a chamada “cota Hilton”, utilizada pelo Brasil há mais de duas décadas, com critérios considerados justos, transparentes e não discriminatórios.

Viabilidade operacional e uso do Siscomex

O documento também aponta plena viabilidade operacional, técnica e administrativa para a adoção do sistema, ressaltando que o governo já administra centenas de cotas por meio do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex). De acordo com o parecer, o sistema já dispõe de funcionalidades como bloqueio automático de embarques acima da quota, controle de saldo por empresa, relatórios periódicos e licenças de exportação com restrição de volume, dispensando o desenvolvimento de novos softwares e implicando custos mínimos.

Alternativas avaliadas e próximos passos

Segundo Welber Barral, o setor majoritariamente concorda com a regulação, vista como forma de evitar uma corrida de preços e garantir espaço também para frigoríficos de menor porte, sem excluir a possibilidade de futura reclamação do Brasil na OMC. O texto avalia que alternativas como subsídios diretos ou linhas de crédito foram discutidas, mas se mostraram ineficientes ou de alto custo fiscal. A cota, em cenário de escassez relativa, seria a medida mais imediata, eficiente e independente de concessões do governo chinês, que já rejeitou pedidos de mitigação dos efeitos da salvaguarda.

Caso a proposta seja aprovada pela Camex, a resolução deverá ser publicada no Diário Oficial da União, e o Ministério das Relações Exteriores terá até 30 dias para notificar formalmente a OMC sobre a adoção da medida.

Referência: Valor Econômico